segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

FIM DE ANO


            Novamente chega o momento de olhar para tudo aquilo que foi feito no ano e balancear os acontecimentos. Este foi um ano de trabalhos muito importantes.  Em 2011 transitei entre oficinas, set de filmagens, palcos, espetáculos, grupos, companhias, artista e muitas viagens. Todos os trabalhos foram extremamente prazerosos e todas as equipes foram extremamente competentes.
            Quatro trabalhos no teatro foram indicados a prêmio, o figurino do filme GOL A GOL foi premiado, mas independente de tudo isso, todos os trabalhos, indicados, premiados ou não, foram todos muito importantes. Quero aproveitar este post para agradecer todos os artistas, grupos, companhias, diretores, produtores e técnicos com quem trabalhei em 2011. Quero agradecer também todos que se relacionaram com a Figurino e Cena e com o meu trabalho.
            No próximo ano os trabalhos já começam com todo vapor logo após o dia 10 de Janeiro, dessa forma, aproveitarei bastante as férias que se desenrolam entre esse período. Muita novidade acontecerá já no primeiro semestre.
À todos os leitores do blog, amigos pessoais, companheiros de trabalho e todos os artista que por aqui passaram, desejo um ano repleto de conquistas e de grandes felicidades. Que a arte possa nos manter firmes e felizes nas nossas escolhas e que os acontecimentos sejam sempre muito especiais. Um grande beijo pra vocês.
Boas férias! Feliz Natal e um ótimo ano novo pra todos!
Paulo Vinícius.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

PRÊMIO GRALHA AZUL 2011

Nesta semana foram anunciados os indicados ao Prêmio Gralha Azul - Melhores do ano do Paraná, criado em 1976 por Ivens Fontoura. Com muita alegria recebi a notícia de que quatro trabalhos realizados por mim foram indicados em duas categorias. Neste post publico uma foto de cada um desses trabalhos e a lista completa dos indicados nas 15 categorias. A revelação dos ganhadores e entrega do troféu acontecerá na noite do dia 13 de Dezembro no Teatro Guaíra em Curitiba (Guairinha - Auditório Salvador de Ferrante). Aproveito também esta ocasião para agradecer todos os produtores, artistas e diretores dos meus respectivos trabalhos indicados. Agradeço também a comissão julgadora e a comissão de organização do Prêmio. Muito obrigado! É uma felicidade imensa poder trabalhar com aquilo que mais amo e, ao final do ano, ainda ser indicado à este Pêmio tão importante para os artistas do Paraná. A gente se encontra no dia 13, até lá!

(Eu recebendo o Troféu em 2010 pelo figurino do espetáculo MENTIRA!)

1. TEXTO ORIGINAL
Gerson de Andrade, por “Caipirados Pra Burro” (Caipiras Pirados Pra Burro)
Paulo Biscaia, por “Avenida Independência 161_ Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
João Luiz Fiani, por “A Guerra dos Fanáticos – O Contestado”
Dimis Jean Sores por “Vivienne”

2. CENÁRIO
Marco Damaceno, por “Antes do Fim”
Cleverson de Oliveira, por “Edifício Amor”
Paulo Vinícius, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
Paulo Vinícius, por “Seance, As Algemas de Houdini”
Sérgio Richter, por “Orinoco”

3. FIGURINO
Fernando Bachstein, por “Os Sete Pecados”
Paulo Vinicius, por “Ouoquequiserdes”
Alex Lima, por “A Pereira da Tia Miséria”
Paulo Vinícius, por “A Sapateira Prodigiosa”
Thamis Barreto, por “A Guerra dos Fanáticos – O Contestado”


(Cena de AVENIDA INDEPENDÊNCIA 161 - Foto de Fran Ferreira)

4. SONOPLASTIA
Paulo Biscaia, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
Paulo Demarchi, por “Ouoquequiserdes”
Sérgio Justen, por “Cinderela”
Celso Piratta por “Buanga, A Noiva da Chuva”
Edith de Camargo, por “Vertigem”

5. ILUMINAÇÃO
Nadja Naira, por “Isso te Interessa?”
Beto Bruel, por “Ilíada Canto 1”
Wagner Correa, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
Beto Bruel/Daniel Régis, por “Antes do Fim”

6. REVELAÇÃO - ATRIZ/ATOR e CRIADORES
Cleber Hidalgo - CENÁRIO - “Histórias Para Passar o Tempo”
Gabriel Manita – ATOR - “Cinderela”
Simone Hidalgo – DIREÇÃO - “Fabulosa Cozinha de Pierre”
Patricia Cipriano – ATRIZ- “Vivienne”
Cleber Hidalgo – CENÁRIO - “A Fabulosa Cozinha de Pierre”


(Cena de OUOQUEQUISERDES - Foto de Mariana Brandão)

7. ATOR COADJUVANTE
Samir Halab, por “Antes do Fim”
Rodrigo Ferrarini, por “Isso Te Interessa?”
Fernando Bachstein, por “A Sapateira Prodigiosa”
Joel Vieira, por “A Guerra dos Fanáticos - O Contestado”
Diogo Zavadski, por “Vivienne”

8. ATRIZ COADJUVANTE
Elliane Campelli, por “Antes do Fim”
Karla Fragoso, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”

9. ATOR
Guilherme Kirchheim, por “A Pereira da Tia Miséria”
Zeca Cenovicz, por “Antes do Fim”
Ranieri Gonzalez, por “Isso Te Interessa?”
Luiz Bertazzo, por “Seance, As Algemas de Houdini”


(Cenário de SEANCE - AS ALGEMAS DE HOUDINI - Foto de Marco Novack)

10. ATRIZ
Kassandra Speltri, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
Sílvia Monteiro, por “Edifício Amor”
Claudete Pereira Jorge, por “Ilíada Canto 1”
Pagú Leal, por “Minha Vontade De Ser Bicho”

11. DIREÇÃO ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS
Letícia Guimarães, por “Clarice Matou Os Peixes”
Marcelo Santos, por “Buanga, A Noiva da Chuva”
Maurício Vogue, por “Cinderela”

12. DIREÇÃO
Edson Bueno, por “Minha Vontade de Ser Bicho”
Marco Damaceno, por “Antes do Fim”
Paulo Biscaia, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para
Coisas Irreversíveis”
Mauro Zannata, por “Ouoquequiserdes
Dimis Jean Sores, por “Vivienne”


(Cena de A SAPATEIRA PRODIGIOSA - Foto de Michelle Martins)

13. ESPETÁCULO ITINERANTE
NÃO HOUVE INDICAÇÃO

14.ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS
Clarice Matou os Peixes”, da Cia do Abração
“Buanga, a Noiva da Chuva”, da Cia Karagozwk de Teatro de Sombras
“Cinderela”, da Cia Regina Vogue
“Caipirados pra Burro” (Caipiras Pirados pra Burro), da Cia Geografia das Artes

15. ESPETÁCULO
“A Pereira da Tia Miséria”, do Núcleo Ás de Paus
“Avenida Independência 161_Trilha Sonora para Coisas Irreversíveis”, da Cia MKF Produções
“Antes do Fim”, de Marcos Damaceno Cia de Teatro
“Vivienne”, da Companhia de Bifeseco
“Ouoquequiserdes”, da Companhia do Ator Cômico

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Espaço e Cenografia

(O Paraíso Perdido com o Teatro da Vertigem, encenado na Igreja da Consolação, em São Paulo em 1992)

           Um dos assuntos que mais me interessam na cenografia de hoje é o Espaço. Para criar qualquer trabalho acho necessário pensar na relação do Espaço com o Espectador. Mais do que pensar no Espaço propriamente dito, o assunto de que falo está justamente na Relação entre ele e o espectador. Tal discussão já é bastante antiga na história das artes visuais e também, de certa forma, no teatro.
            Nas artes visuais, Marcel Duchamp instaura o pensamento da obra de arte livre do suporte e propõe a relação com o espectador a partir da observação do objeto. A arte não estaria nem no sujeito e nem no objeto, mas na relação entre ambos. Além disso, Duchamp também tira o objeto de seu lugar tradicional e, dessa forma, questiona também o Espaço físico do museu enquanto Lugar. Outros artistas depois dele se aventuram a pensar sobre o lugar. Entre eles estão os brasileiros Hélio Oiticica e Lygia Clark.


(Obra de Hélio Oiticica, Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe, 1977, foto: Carol Reis)

            Hélio entre tantas coisas cria os Penetráveis e propõe com eles uma relação sensível com o espectador. Entrar na sua obra era entrar na própria cor e se relacionar com ela, por exemplo.
            Lygia também entre outras muitas coisas instaura a Arte Relacional ao se denominar uma propositora ao invés de uma artista. Cria máscaras sensoriais e objetos relacionais. A principal diferença entre o que ela propunha e o que Duchamp propôs estava justamente na relação com o Objeto. O objeto em Lygia Clark era apenas uma forma de se relacionar para criar a arte e não um meio de se chegar à constatação através da observação, como propôs Duchamp. Muito bacana é pensar em como essas relações se desenvolvem no Espaço. Pensar o Espaço no Hélio e na Lygia é pensar num Espaço muito mais interno do que exterior ao corpo do sujeito que apreende a obra.
            Paralelamente a isso, cronologicamente falando, vieram os artistas que propuseram as Land Arts, grandes obras a céu aberto que eram para ser vistas de longa distância pelo espectador. Nestas obras a relação também é a proposição mais importante desses artistas, como foi o caso de Robert Smithon e Michael Heizer nos anos 60.

(Máscara Sensorial, obra de Lygia Clark de 1967)

            Alguns diretores, encenadores e outros artistas de teatro também já pensaram nessa relação com o Espaço. Entre eles está o brasileiro Antonio Araujo do Teatro Vertigem que, através da Trilogia Bíblica dos anos 90, por exemplo, propuseram o espetáculo ocupando os espaços que inicialmente não eram os edifícios teatrais. A relação da cena com o público mudou completamente a partir dessas pesquisas e práticas. Depois dele vieram também vários outros artistas.
            O fato de exercer a cenografia como parte dos meus trabalhos enquanto artista me faz pensar nessas relações do cenário e da platéia dentro de um Espaço Cênico específico e dentro daquilo que o espetáculo propõe enquanto escritura cênica. Trabalhar com diversas companhias, grupos, diretores e artistas, colaborar e propor junto dentro de estéticas e processos diferentes tem me agradado e me instigado muito. Tantas práticas me possibilitam exercer o autoria do meu trabalho como cenógrafo na medida em que ela se relaciona com o trabalho dos outros artistas envolvidos na criação e de como nós juntos oferecemos o nosso trabalho coletivo ao público.
            Enquanto pesquisador e teórico, a busca da cenografia e das artes visuais tem acrescentado muito no desenvolvimento da minha prática de cenógrafo e indicado quais são realmente as ausências e lacunas que ainda deverão ser preenchidas no meu ofício.
            Bem vindo o Tempo que me possibilita conhecer o Espaço.
            Bem vindas as horas que ainda faltam para se chegar à algum Lugar específico.
            Bem vindos os próximos trabalhos e as próximas pesquisas.

sábado, 29 de outubro de 2011

FESTIVAL NACIONAL DE CINEMA DOS SERTÕES: Figurino do longa metragem GOL A GOL é indicado ao troféu Cacto de Ouro 2011


Gol a Gol, longa metragem digital de ficção, dirigido por Adriano Esturilho e Fábio Allon foi selecionado e indicado à várias categorias no Festival Nacional de Cinema dos Sertões, prêmio que acontece entre 22 a 26 de novembro de 2011 na cidade de Floriano – PI. O filme é resultado da parceria da Processo Multiartes e da Evolução Filmes e teve sua estréia nacional no final de 2010.
            O figurino assinado por mim está entre as onze categorias indicadas ao Troféu Cacto de Ouro e concorre com mais três indicados (veja na relação logo abaixo). As fotos dest post integram o Still de Rosano Mauro Junior. 



Sinopse do filme:
Curitiba, 2.021, num futuro ecologicamente nada promissor.
Gol a Gol é uma fábula musical regada a realismo mágico, imagens oníricas, toques de ficção científica e canções que contam e cantam o drama ético e dilema existencial de Pedro - que larga sua paixão pelo desenho em troca de uma vida segura de executivo na Seguradora Sol[AR]is (especializada em apólices contra danos ambientais). De um lado, o discurso distorcido da empresa; de outro, sua paixão de infância por Cindy – agora uma ativista ambiental atuante fora do país, com quem não se encontrava há vinte anos.
Após retomar a prática do desenho à mão (atividade agora clandestina) e cometer um crime aparentemente sem razão, Pedro é colocado em tratamento no Sistema Orwell de Monitoramento para abrandar seus recentes desvios. Ali, entre memórias da infância e juventude e saltos para um passado no qual fatos históricos se misturam com devaneios, Pedro acerta as contas com o passado numa partida de Gol a Gol contra si mesmo.
Maiores informações sobre Gol a Gol, acesse: http://golagolfilme.com/index.html
Maiores informações sobre o Festival, acesse: http://www.cinemadossertoes.com/index.php



Indicações na categoria LONGA-METRAGEM:
MELHOR FILME:
Mãe e Filha – Ceará
Gol a Gol – Paraná
Trampolim do Forte – Bahia
Como Esquecer – Rio de Janeiro
Cinema de Guerrilha – São Paulo

 MELHOR DIRETOR:
Petrus Cariry - Mãe e Filha – Ceará
Fabio Allon e Adriano Esturilho - Gol a Gol – Paraná
João Rodrigo Mattos - Trampolim do Forte - Bahia
Malu de Martino - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Evaldo Mocarzel - Cinema de Guerrilha – São Paulo 

MELHOR ROTEIRO:
Petrus Cariry, Firmino Holanda e Rosemberg Cariry - Mãe e Filha – Ceará
Adriano Esturilho - Gol a Gol – Paraná
João Rodrigo Matos - Trampolim do Forte - Bahia
Sabina Anzuategui, Silvia Lourenço, Douglas Dwight, Daniel Guimarães e Luiza Leite - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Evaldo Mocarzel e Willem Dias - Cinema de Guerrilha – São Paulo

 MELHOR ATOR:
Tiago Luz - Gol a Gol – Paraná
Pedro Albigo - Gol a Gol – Paraná
Luis Miranda - Trampolim do Forte - Bahia
Murilo Rosa - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Luciano Oliveira - Cinema de Guerrilha – São Paulo

MELHOR ATRIZ:
Zezita Matos - Mãe e Filha – Ceará
Juliana Carvalho - Mãe e Filha – Ceará
Giuly Biancato - Gol a Gol – Paraná
 Marcélia Cartaxo - Trampolim do Forte - Bahia
Ana Paula Arosio - Como Esquecer – Rio de Janeiro

 MELHOR FOTOGRAFIA:
Petrus Cariry - Mãe e Filha – Ceará
Luiz Fernando Abdo Gaio - Gol a Gol – Paraná
Pedro Semanovischi - Trampolim do Forte - Bahia
Heloisa Passos - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Thiago Ribeiro - Cinema de Guerrilha – São Paulo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Lana Patrícia - Mãe e Filha – Ceará
Guilherme Sant’Ana - Gol a Gol – Paraná
Henrique Dantas - Trampolim do Forte - Bahia
Rafael Ronconi - Como Esquecer – Rio de Janeiro

MELHOR MONTAGEM:
Henrique Faria, Fábio Allon e Adriano Esturilho - Gol a Gol – Paraná
Baú Carvalho - Trampolim do Forte - Bahia
Pedro Rossi - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Willem Dias - Cinema de Guerrilha – São Paulo

MELHOR TRILHA MUSICAL:
Hérlon Robson - Mãe e Filha – Ceará
Adriano Esturilho e Rodrigo Lemos - Gol a Gol – Paraná
Lourimbau, Robertinho Barreto e André T. - Trampolim do Forte - Bahia
Bia Paes Leme e Malu de Martino - Como Esquecer – Rio de Janeiro

MELHOR MAQUIAGEM:
Cristiano Pires - Mãe e Filha – Ceará
Marcelino de Miranda - Gol a Gol – Paraná
Wilson Dargolo - Trampolim do Forte - Bahia
Marina Beltrão - Como Esquecer – Rio de Janeiro

MELHOR FIGURINO:
Lana Patrícia - Mãe e Filha – Ceará
Paulo Vinicius - Gol a Gol – Paraná
Diana Moreira - Trampolim do Forte - Bahia
Rô Nascimento - Como Esquecer – Rio de Janeiro

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Novo espetáculo da Vigor Mortis em Curitiba

SEANCE – AS ALGEMAS DE HOUDINI é o novo espetáculo da Vigor Mortis, companhia curitibana dirigida por Paulo Biscaia Filho. SEANCE é o meu quinto trabalho como colaborador da companhia, desta vez fui o responsável pelos figurinos e pelo cenário. O espetáculo está em cartaz no teatro Espaço Dois até 23 de Outubro e desta vez traz como inspiração os filmes de terror da Hammer, produtora britânica que fez história nas décadas de 60 e 70.
O programa do espetáculo esclarece ao espectador o que vem a ser Seance, “termo que vem do francês para descrever encontros mediúnicos de comunicação com os mortos. A palavra também significa sessão, como em sessão de cinema ou um horário de apresentação de uma peça de teatro. Nas duas aplicações de significado, vamos a SEANCE em busca de um espaço de fuga. Fuga do concreto. Fuga da realidade através da criação de novas verdades”. Neste sentido, fica mais do que claro o que encontraremos durante o espetáculo; horror, fenômenos sobrenaturais, muito humor e, claro, sangue. Trata-se de mais uma aventura sanguinolenta e muito divertida da Vigor Mortis, não percam!
VIGOR MORTIS
A Companhia Vigor Mortis foi criada em 1997 por Paulo Biscaia Filho como um espaço para experimentar as possibilidades estéticas motivadas pelo Grand Guignol, o teatro de horror de Paris. Além do teatro, a Vigor Mortis atua como produtora de cinema. Em 2012, nos quinze anos da Companhia, será lançado o segundo Longamentragem NERVO CRANIANO ZERO. No teatro estão programadas as estréias das peças A MEIA NOITE LEVAREI TEU CADÁVER e MARLON BRANDO, WISKEY, ZUMBIS E OUTROS APOCALIPSES.
FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO:
Texto | Direção | Videos : Paulo Biscaia Filho
Direção de Produção: Marco Novack

Elenco: Andrew Knoll - Cavalier
Guenia Lemos - Margeritte, a Médium
Luiz Carlos Pazello - Padre Lucas/ Irmã
Luiz Bertazzo - Homem de Terno
Rubia Romani -Dra. Estela Zorn
Christiane de Macedo - Mãe
Gustavo Saulle - V

Cenário | Figurinos | Adereços : Paulo Vinicius
Ass. de Figurinos: Day Bernardini
Ass. de Produção: Nika Braun
Cenotécnico : Birapaes
Iluminação: Wagner Corrêa
Operadora de luz: Erica Mitiko
Sonoplastia: Marco Novack/Paulo Biscaia Filho
Operadora de som e videos: Thaisa Pinheiro Carvalho
Orientador de Mágica : Mágico Hugo Moraes
Maquiagem: Marcelino de Miranda
Design Gráfico: José Aguiar
Diagramação material gráfico: Fabiano Vianna
Fotografia: Marco Novack
Uma Realização : Vigor Mortis Video Stage and Words
SERVIÇO:
Quando: De 21 de setembro a 23 de outubro.
De Quarta a Sábado às 21:00
Domingos as 20:00.
Sessões EXTRA : nos dias 9. 16 e 23 de outubro às 17:00.
____________________________________________________________
Não haverá apresentação da peça nos dias 30/09, 01 e 02/10.
____________________________________________________________

Quanto: Quartas R$2,00(inteira) e R$1,00(meia);
Quintas R$6,00(inteira) e R$3,00(meia);
Sexta a domingo: R$10,00(inteira) e R$5,00(meia).
www.vigormortis.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Oficinas de Criação Teatral


Neste semestre, em Setembro, volto a ministras as minhas oficinas de criação teatral em dois formatos, assuntos e lugares diferentes. Sempre que posso procuro manter ativa a função como palestrante e oficineiro como uma das atuações que mais me dão prazer na carreira artística. Estou muito feliz por isso.

A primeira formatação é sobre o figurino cênico e será oferecida aos alunos do curso de formação de atores da Academia de Artes Cênicas Cena Hum. No programa da oficina estão desde os assuntos relacionados à história da roupa até as ferramentas de construção do figurino cênico na cena contemporânea, passando pelo figurino enquanto dramaturgia e pelas diversas linguagens de construção artística: o teatro, a dança, o cinema e a TV. Esta oficina é restrita aos alunos da escola e atua como parte do programa de ensino da Academia.

A segunda formatação ultrapassa os limites do figurino para falar também sobre as poéticas do teatro no século XX e será oferecida aos educadores da rede pública da cidade da Lapa, interior do Paraná. A oficina é parte do Projeto de preservação do Patrimônio Cultural da cidade que este ano é considerada a capital da cultura no nosso país. Tal projeto tem o patrocínio do Ministério da Justiça e da Prefeitura da Lapa. As inscrições também são restritas aos professores do município inscritos no projeto. O objetivo deste projeto é formar multiplicadores de conhecimento onde, durante o semestre, cada aluno deverá formatar um projeto individual em uma das áreas oferecidas no programa que será acompanhado pelo professor responsável.

Quem quiser manter-se informado sobre as oficinas de criação teatral, oferecidas pelo Figurino e Cena e ministradas por mim, pode consultar a agenda no endereço: http://oficinasdecriacaoteatral.blogspot.com/

sábado, 30 de julho de 2011

DIREÇÃO DE ARTE


 Todo ano dou sorte de ser surpreendido com convites fantásticos para trabalhos maravilhosos. Um desses convites no primeiro semestre de 2011 foi para fazer a direção de arte do mais novo longa metragem de Paulo Biscaia Filho. Depois de MORGUE STORY – SANGUE BAIACU E QUADRINHOS, primeiro longa do diretor exibido nos cinemas e vencedor de vários prêmios em festivais, o filme da vez é o NERVO CRANIANO ZERO. O roteiro do filme foi uma adaptação da peça homônima, montada pelo Paulo e pela Vigor Mortis em 2009, ocasião onde eu também fui o responsável pela cenografia do espetáculo. Desta vez, foram 20 dias de filmagens em estúdio e locações.

O lançamento oficial do filme será no final de Abril ou início de Maio de 2012.



Como sempre, para mim é um grande prazer e motivo de muito orgulho trabalhar com o Paulo Biscaia e estabelecer sempre novas parcerias de trabalho. Outro grande acerto neste trabalho foi a equipe que montei para trabalhar comigo na arte do filme, estou muito feliz por ter contado com o talento e o profissionalismo de Andréa Tristão e Leonardo Goulart, artistas extremamente competentes. Mais do que necessária foi também a preciosa colaboração de Marja Calafanje e Marco Novack. A direção de fotografia foi do querido e talentoso Mauricio Baggio. Ao final das filmagens todos nós ficamos muito satisfeitos com o trabalho e esperamos ansiosos pela finalização de NERVO CRANIANO ZERO. As fotos deste post integram o Still de Marco Novack.


terça-feira, 19 de julho de 2011

NA ESTRADA

 
Hoje iniciaremos uma turnê por 19 cidades do Estado de São Paulo com o espetáculo infantil M.M.M. A MONTANHA DO MEIO DO MUNDO, uma produção do Grupo Obragem de Teatro aqui de Curitiba.

M.M.M. foi montado em 2009, ano em que eu passei um semestre inteiro trabalhando com o Grupo Obragem e o espetáculo foi fruto dessa parceria. Parece incrível, mas já é o terceiro projeto que fazemos com o espetáculo e ainda não cumprimos nenhuma temporada aberta ao público aqui em Curitiba. Estreamos em Julho de 2009 num Festival de teatro Infantil promovido pela Caixa Cultural aqui em Curitiba. Depois fomos, no segundo semestre do mesmo ano, para o Festival Nacional do Teatro Infantil em Blumenau / SC. No ano passado, 2010, fizemos 22 apresentações pelo projeto de difusão teatral da Fundação Cultural de Curitiba, exclusivamente para escolas das Regionais. Tomara que ainda possamos fazer uma temporada aberta ao público curitibano em algum teatro bacana aqui da cidade, pois será um grande prazer.




Nossa Turnê deste segundo semestre de 2011 é promovida e patrocinada pelo SESI São Paulo. De Julho à Dezembro serão 30 apresentações e estaremos com o espetáculo em 18 cidades: Santo André, São Bernardo, Santos, São José dos Campos, Birigui, Marília, São José do Rio Preto, Franca, Araraquara, Rio Claro, Piracicaba, Itapetininga, Sorocaba, Osasco, Mauá, Botucatu, Atibaia e Bastos.

M.M.M. A MONTANHA DO MEIO DO MUNDO mostra os desafios da menina M.M.M. para vencer preconceitos e reconhecer suas qualidades. A peça apresenta uma narrativa repleta de descobertas, composta de importantes transformações na vida de M.M.M. Junto com seus amigos Mó, Mi e Mú, a menina encontra no símbolo da montanha uma maneira para vencer obstáculos.


 
Em 2010, M.M.M. recebeu o Prêmio Gralha Azul de Melhor Trilha Sonora pelo trabalho desenvolvido por Edith de Camargo no espetáculo e também recebeu a indicação de Melhor direção de espetáculo para crianças para Olga Nenevê.
É sempre muito bacana me apresentar neste espetáculo com a equipe tão querida e sempre tão profissional do Grupo Obragem. Viajar com estes amigos queridos fará do meu segundo semestre deste ano de 2011 uma fase de completa renovação da energia, objetivo sempre esperado para qualquer artista que, como eu, sempre preisa estar reciclando lugares, idéias e pessoas. Que venham as estradas e os muitos kilômetros, nós estamos prontos para a aventura!
As fotos desta postagem são de Luana Navarro.


FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO:

Texto e Direção: Eduardo Giacomini e Olga Nenevê
Elenco: Elenize Dezgeniski (MMM)
                Eduardo Giacomini (Moacyr)
                Fernando de Proença / Ronie Rodrigues (Millôr)
                Paulo Vinícius (Murilo)
Sonoplastia: Edith de Camargo
Narração: Fernando de Proença
Figurino e Cenário: Eduardo Giacomini

Ilustração: Olga Nenevê

Animação 2D e Edição de vídeo: Marlon de Toledo

Iluminação: Luiz Nobre

Fotos: Luana Navarro

Designer Gráfico: Alesandra Nenevê

Produção: Eduardo Giacomini Martins

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Concerto Para Rameirinhas


Sexo é o tema central do mais novo trabalho da CiaSenhas de Teatro. Por que não é lícito vender prazer? Por que é tão embaraçoso falar sobre prazer em uma sociedade que o propaga o tempo todo? Por que não sexo sem amor?  Concerto para Rameirinhas que estreia dia 09 de junho, quinta-feira, às 20h, no Teatro Novelas Curitibanas, em Curitiba, sugere a reflexão de questões polêmicas como estas. Dois contos da escritora curitibana Luci Collin, Cotação do Dia e Fotinha, foram fontes de inspiração para o projeto que tem como proposta olhar para o prazer sexual a partir de um foco feminino. O trabalho foi viabilizado com o apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, por meio do Fundo Municipal da Cultura – Programa de Apoio e Incentivo à Cultura.
Um dos contos retrata uma mulher casada que não suporta mais sujeitar-se à estrutura convencional do casamento, no outro conto a irmã mais velha escraviza sexualmente a irmã caçula. “Acho o trabalho da Cia Senhas muito corajoso, pois se trata de uma homenagem às prostitutas. É difícil lidar com esse constrangimento, com esse desconforto que elas, as prostitutas, nos trazem, mas é uma oportunidade de denunciar a hipocrisia. E o mais interessante é que a companhia faz isso de maneira leve, jocosa. Estou muito feliz com o resultado e grata pela possibilidade dos contos não ficarem presos ao papel e se transformarem em entidades sonoras”, declara Luci Collin.
Por tratar-se de um concerto, a presença da música é substancial neste trabalho, a trilha é executada ao vivo e é um dos níveis de linguagem utilizado pela diretora Sueli Araújo. Ela explica que a peça é resultado de um processo de criação colaborativo entre atores, músicos e direção. “Trata-se de uma brincadeira erótica que discute o prazer feminino, o direito da mulher ao prazer”, define a diretora. Ela é quem assina a dramaturgia do trabalho. “A partir dos contos de Collin fizemos uma colagem e criamos um novo texto que fala de sexo o tempo todo, de forma escancarada, sem pudor. A idéia é liberar as palavras, sem agressão. Parece que sobre esse assunto tudo já foi dito, mas não é nada difícil, ainda hoje, em pleno século XXI, tocar em tabus e velhos preconceitos nessa área. Por isso, o tema é pertinente e necessário”, revela.  Sueli conta que há muito tempo a companhia tinha interesse em trabalhar com os contos da autora curitibana por se identificar com a escrita, com o universo que ela aborda e seu humor ácido. “Estamos muito excitados com esta possibilidade, pois o flerte era antigo”, conta Sueli.
A construção dramática se dá a partir da exploração de sonoridades de palavras, sons e instrumentos musicais. É no jogo de sentido e significado entre sons, instrumentos, personagens-atores, atores-narradores que se estabelecem as relações e se estrutura a dramaturgia da peça. O espaço cênico sugere uma rua com a presença da platéia em ambos os lados proporcionando uma atmosfera de intimidade e cumplicidade. Neste espaço se desenvolvem dois ambientes: um fictício que sugere um cabaré numa perspectiva urbana e contemporânea, sobre o qual desfilam as personagens presentes nos contos de Collin e no segundo ambiente músicos e atores assumem a “real” função de concertistas e condutores do cabaré. A encenação propõe o jogo dentro do próprio jogo teatral. Ora os atores são personagens, ora narradores da história, ou seja, ilusão e realidade se misturam e fazem parte do jogo. “Os contos da Luci são muito tocantes e de certa forma também divertidos. Acho que neste trabalho estamos nos permitindo descobrir novos caminhos de criação, de relação com o texto e também com a sonoridade das palavras”, conta a atriz Greice Barros.
Sobre o título da montagem a diretora explica que o termo rameirinha é uma forma graciosa escolhida para substituir rameira, cujo significado é prostituta. O sublime e o grotesco estão lado a lado nesta montagem que procura contrabalançar também a delicadeza e a crueldade. A dimensão dos textos de Collin trazida pela profunda humanidade dos seus personagens dialoga diretamente com a proposta de trabalho que a CiaSenhas vem desenvolvendo e buscando nos últimos anos.

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Sueli Araujo
Contos “Fotinha” e “Cotação do dia”: Luci Collin
Atores: Anne Celli, Greice Barros e Luiz Bertazzo
Composição e Execução Musical: Ary Giordani e Luis Otávio
Direção de Movimento e Preparação Corporal: Cinthia Kunifas
Cenário: Paulo Vinícius
Figurino: Amábilis de Jesus
Iluminação: Wagner Corrêa
Maquiagem: Marcia Moraes
Design Gráfico: Adriana Alegria
Fotos: Elenize Dezgeniski
Direção de Produção: Marcia Moraes
Assistência de Produção: Lígia Oliveira

 
SERVIÇO
Concerto para Rameirinhas
De 09 de junho a 10 de julho
De quinta a domingo - Sempre às 20h - Teatro Novelas Curitibanas - Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222 – São Francisco
Telefone: 41 3321 3358
Entrada Franca
Realização: CiaSenhas de Teatro

segunda-feira, 16 de maio de 2011

AVENIDA INDEPENDÊNCIA 161 - Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis



Está em cartaz até 29 de Maio no Teatro Novelas Curitibanas o espetáculo AVENIDA INDEPENDÊNCIA 161 – TRILHA SONORA PARA COISAS IRREVERSÍVEIS com texto e direção de Paulo Biscaia Filho. O espetáculo é uma produção da MKF e tem no elenco Karla Fragoso, Ludmila Nascarella, Kassandra Speltri e Fabiano Amorim.
A dramaturgia é fragmentada, misturando tempos, repetindo momentos e revelando aos poucos as histórias e a ligação dos personagens. Em linhas gerais o espetáculo conta a história de duas irmãs, uma hipocondríaca viciada em jogo e uma eterna adolescente com espírito revolucionário, e de dois amantes, uma garota que fugiu de casa aos 14 anos com um guerrilheiro anarquista apaixonado pelos seus ideais. Estes quatro personagens tem em comum o endereço da Avenida Independência 161.
Nesta produção fui responsável pela cenografia, repetindo a parceria estabelecida com o diretor Paulo Biscaia nos espetáculos NERVO CRANIANO ZERO e MANSON SUPERSTAR da Cia Vigor Mortis, ambos em 2009.
O espetáculo fica em cartaz até o dia 29 de Maio, de quinta a Domingo sempre às 20h com entrada franca. A realização é da Fundação Cultural de Curitiba através do edital de ocupação do Teatro Novelas Curitibanas.


(foto de Janete Anderman)

FICHA TÉCNICA
Texto, Direção, Vídeos e Sonoplastia: Paulo Biscaia Filho
Assistente de direção: Fabiano Amorim
Elenco: Karla Fragoso, Ludmila Nascarella, Kassandra Speltri e Fabiano Amorim.
Cenário: Paulo Vinícius
Figurino e adereços: Karla Fragoso e Fran Ferreira
Iluminação: Wagner Correa
Produção: Márcio Tesserolli
Fotografia: Janete Anderman
Ilustração: André Azevedo
Designer gráfico: Maria Andrade

...OUOQQSERDES

(foto de Mariana Brandão)
...OUOQQUISERDES, espetáculo dirigido por Mauro Zanatta, coloca em cena a obra Noite de Reis de William Shakespeare através da linguagem das máscaras. A Companhia do Ator Cômico resolveu propor um desafio a ela mesma: deixar William Shakespeare "sem palavras". As emoções e sentimentos, contidas nos textos do dramaturgo inglês, foram transportadas para um espetáculo em que os atores não falam. A montagem utiliza máscaras inteiras para transpor a comédia romântica de Shakespeare, onde é contada a história de um triângulo amoroso e muitos enganos. Esses desencontros amorosos são conduzidos por uma trilha sonora executa ao vivo, onde os músicos guiam o espectador pela história.

A peça ...OUOQQUISERDES  voltou em cartaz no dia 4 de maio, no Teatro José Maria Santos após pouquíssimas sessões em outubro do ano passado no Teatro da Caixa. Acompanhei parte do processo de criação do espetáculo porque fiz o figurino e, após ter revisto o espetáculo neste último final de semana, constatei que o trabalho já está bastante diferente da temporada de estréia. As cenas evoluíram, ganharam a costura das narrações feitas pelo próprio Mauro Zanatta, enfim, como é de costume na Cia do ator Cômico, o trabalho está sempre em evolução. Quem ainda não viu não pode deixar de ver. Quem ja viu, vale muito a pena ver de novo. Não percam!

O espetáculo fica em cartaz até o dia 22 de Maio no Teatro José Maria Santos, de quarta a sábado, às 21h - domingos às 19h. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (estudantes, idosos, portadores do cartão Teatro Guaíra, clientes CAIXA).

(foto de Mariana Brandão)
FICHA TÉCNICA:

Direção Geral e Preparação de Atores: Mauro Zanatta
Direção Musical: Paulo Demarchi
Músicos: Paulo Demarchi, Henrique Dronneau e Melissa Anze
Dramaturgia: Flavio Stein, Gabriel Rachwal e Mauro Zanatta
Atores / Criadores: Camila Jorge, Edran Mariano, Hique Veiga, Frank Sousa, Luana Godinho e Jussara Batista
Figurino: Paulo Vinicius
Cenário: Alfredo Gomes
Iluminação: Wagner Correa
Máscaras: Mauro Zanatta (criação), Polako (desenho), Daniel Feliz e Mauro Zanatta (confecção)
Adereços:  Alfredo Gomes e Paulo Vinicius
Costureira:  Sonia Franco
Design Gráfico:  Adriana Alegria
Fotografia:  Mariana Brandão
Assessoria de Imprensa:  Fineza Comunicação e Cultura
Direção de Produção:  Edran Mariano
Realização:  Ator Cömico Produções Artísticas

terça-feira, 12 de abril de 2011

DRAMATURGIA VISUAL

(Cena do espetáculo Hamlet, dirigido por mim para os alunos do quinto período do
curso de formação de atores da Academia de Artes Cênicas Cena Hum em 2010)

O hibridismo alcançado pela mistura de diferentes linguagens artísticas na construção da cena teatral tem contribuído muito para desenvolver no meu trabalho de criador teatral um discurso indireto que eu tenho chamado de dramaturgia visual. Por uma linguagem teatral híbrida entendo a poética que tenho buscado através da utilização de diferentes elementos para a construção de um espetáculo. Tais elementos são provenientes de outras expressões artísticas como as artes visuais, o vídeo, a dança e a música, mas que reunidos completam o discurso visual do evento teatral. Dessa forma, não atribuo à dramaturgia verbal o principal elemento para que o espetáculo se realize. Na história do teatro, essa prática já vem sendo pesquisada desde as teorias de Adolphe Appia (1862 – 1928) e Gordon Craig (1872 – 1966) e tem se desenvolvido cada vez mais, principalmente a partir do teatro Pós Brecht, período que o pesquisador Hans-Thies Lehmann chama de pós dramático na sua obra O Teatro Pós-Dramático.

A autonomia da linguagem cênica pretende que uma cena, célula do teatro, articule seus elementos, devidamente selecionados, para refletir sobre suas próprias capacidades expressivas e que são independentes do texto articulado e previamente estabelecido. A experimentação no teatro é impulsionada pelo nascimento do cinema, que representa a realidade com mais eficácia, “é a partir daí que a teatralidade começa a ser trabalhada, ainda que timidamente, como dimensão artística independente do texto dramático, em um processo de autonomia que se completa apenas no final do século XX” (FERNANDES, Pág. 15).

Em outras palavras, entendo que escrevo uma dramaturgia visual na medida em que articulo um vocabulário de diferentes signos teatrais, associados ou não ao texto, buscando a criação de imagens, signos visuais, que se comunicam com o público e ampliam o conteúdo do discurso, uma vez que o sentido da cena só é completado com o entendimento subjetivo da platéia, seja ele racional ou sensível. Penso através de imagens e quero me comunicar efetivamente através delas. Para isso, os principais signos que considero de extrema importância para estarem associados às palavras articuladas são a iluminação, a sonoplastia, a cenografia, o figurino e, sobretudo, a presença forte e expressiva do ator.
Segundo Lehmann, a dramaturgia visual em geral acompanha a sonora no teatro pós- dramático. Ela não precisa ser organizada exclusivamente de modo imagético, pois se comporta,  na verdade, como uma espécie de cenografia expandida que se desenvolve numa lógica própria de sequências e correspondências espaciais, sem subordinar-se ao texto, mas projetando no palco uma trama visual complexa como um poema cênico. Até a frieza formalista de certas imagens dessa dramaturgia pode funcionar, segundo Lehmann, como provocação, e é compensada pela corporeidade intensiva do ator, que se torna absoluta quando a substância física dos corpos e seu potencial gestual são o centro de gravidade da cena. (FERNANDES, pág. 26)
 
REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA:

GUINSBURG, J. e FERNANDES, Silvia. O pós-dramático. Perspectiva: São Paulo, 2009.



sexta-feira, 18 de março de 2011

Segredos de Liquidificador


No início do segundo semestre de 2010 recebi a missão de dirigir um espetáculo de teatro musicado com os alunos/atores formandos da Cena Hum, escola onde ministro a disciplina interpretação: Um elenco jovem, dois atores e quatro atrizes na faixa dos vinte anos. Pelo currículo da escola, no sexto e último semestre do curso de formação de atores os alunos devem passar por uma experiência onde possam cantar e dançar; este é um dos objetivos da grade curricular.
Busquei um projeto que traduzisse as expectativas daquela turma de alunos, algo em que eles realmente acreditassem e se apaixonassem de verdade. Parece que deu certo, terminaram o curso satisfeitos e felizes.
O espetáculo é uma homenagem ao cantor Cazuza e ao autor do texto Farid Lawi, grandes artistas, ambos falecidos na década de 90.
SEGREDOS DE LIQUIDIFICADOR volta em cartaz durante o Festival de Curitiba, edição 2011, com 10 apresentações e faz também uma apresentação especial com algumas cenas na Fenac do Shopping Barigui. É uma boa oportunidade para quem gosta de Cazuza. É uma ótima oportunidade para quem quiser conhecer um elenco de jovens atores, muito talentosos, alguns também cantores e que estão entrando no mercado de trabalho agora.

(foto de Luciana Ribas)

FARID LAWI
Diante desta missão fiquei pensando em mim quando tinha vinte anos e tentando lembrar quais eram as minhas expectativas artísticas. Nesta época eu cursava filosofia no campus da Unesp da cidade de Marília, interior do Estado de São Paulo. Com vinte anos minha principal influência no teatro foi a experiência que tive com Farid Lawi, autor, diretor de teatro e artista plástico da cidade de Bauru, minha cidade natal. Começamos a trabalhar juntos em 1991, quando eu ainda tinha 18 anos. Farid era um artista que atuava em várias áreas e, apesar do seu temperamento difícil, eu aprendia muito com a nossa convivência e experimentos artísticos. Uma das áreas em que ele melhor atuava era na escrita, escrevia dramaturgia e poesia. Seus textos falavam principalmente de amor, de paixões violentas e da existência. Eles marcaram profundamente o início da minha carreira profissional no teatro. Tenho cópia de várias peças dele, algumas que foram escritas exclusivamente para mim, motivo pelo qual me orgulho muito e faz aumentar a saudade deste amigo que partiu ainda muito jovem.
Farid Lawi viveu sua juventude na década de 80. Seus textos refletiam muito o pensamento daquela época, sobretudo no pensamento artístico. Ninguém melhor que ele para dar voz à história que se desenvolveria a partir das canções do Cazuza. Fui selecionando fragmentos de vários textos dele, costurando uma história na outra, aonde nós, diretor e atores, íamos descobrindo aos poucos, somando dados, construindo relações entre aquelas vozes e descobrindo quais eram os nossos personagens. Tudo falava de amor, texto, música, eu, eles, tudo.

(foto de Luciana Ribas)
CAZUZA
O cantor Cazuza marcou fortemente os anos 80 e 90. Foi um grande poeta e viveu intensamente o sexo, as paixões, as drogas e a vida. Ele cantou o amor, em prosa e em versos, através de metáforas geniais.
Nosso espetáculo nunca teve a intenção de ser uma obra biográfica, apenas tomamos a história e a atitude do poeta como inspiração para construir a nossa trama.
As letras das canções de Cazuza couberam perfeitamente como pano de fundo para a história do nosso personagem central. Elas dialogam com a encenação e emocionam a platéia quando são o foco principal da cena ou mesmo quando estão em segundo plano no espetáculo.
As escolhas foram minhas. Os arranjos e a direção musical foram de Junior Pereira, músico, cantor, sonoplasta e professor de canto dos alunos na escola. Entre vários fragmentos, algumas canções são executadas na íntegra, como por exemplo Codinome Beija Flor, um dos pontos altos do espetáculo.

(foto de Luciana Ribas) 

SEGREDOS
No âmago da geração sexo, drogas e rock and roll, um acidente interrompe a carreira promissora do jovem vocalista de uma banda dos anos 80.
A história se desenrola por flashes da memória na UTI de um hospital. Mostramos uma história fragmentada pelo deslocamento de tempo, pela consciência daquele que agora se encontra no momento em que a vida nos passará como um filme na nossa mente. Um balanço final. Um encontro consigo mesmo. Uma despedida dos outros. Esta peça fala sobre a ausência, mais precisamente daquilo que deveria ser dito e não foi.

(foto de Luciana Ribas) 

FICHA TÉCNICA -

Texto: Farid Lawi – Trilha sonora: Cazuza – Roteiro, direção e linguagem visual: Paulo Vinícius – Arranjos e direção musical: Junior Pereira Coreografias: Eraldo Kühl, Dayane Paixão e Clarissa Gindri - Edição de vídeo: Rodolpho Guttierrez – Fotografias: Thiago Herrero – Produção: Greice Yurie
Elenco: Angela Perini, Clarissa Gindri, Dayane Paixão, Greice Yurie, Rodolpho Guttierrez e Thiago Herrero 
 Musicos:Gleyson Meneguci, Junior Pereira e Rodolpho Guttierrez.

(foto de Luciana Ribas)


SERVIÇO:
Dia 24 de Março as 19h na Fenac do Shopping Barigui – Cenas editadas

Dias 30/03, 31/03, 01/04, 02/04, 03/04,06/04, 07/04, 08/04, 09/04 e 10/04 às 19h no Teatro Cena Hum – Rua Senador Xavier da Silva 166 – São Francisco – Curitiba.