sábado, 20 de novembro de 2010

PRÊMIO GRALHA AZUL 2010

(LENDAS JAPONESAS- foto de Daniel Sorrentino)

O Gralha Azul é o mais importante prêmio para os artistas de teatro do Paraná. Nesta edição de 2010 tive o prazer de ser indicado ao prêmio de melhor figurino por dois espetáculos: LENDAS JAPONESAS do Grupo Camêlo, dirigido por Preto Galiotto e MENTIRA! do Cena Hum, dirigido por mim. Agradeço muito pelas indicações e, principalmente, pela oportunidade de ter trabalhado com profissionais tão bacanas quanto estes que formaram as equipes destes dois espetáculos. Muito obrigado! Obrigado também a comissão julgadora e aos organizadores do prêmio. Estou muito feliz por isso!

A cerimônia de entrega será no dia 15 de Dezembro as 20:30h no Teatro Guaíra em Curitiba.

Desde já, estou de dedos cruzados!

Obrigado pela torcida!

Beijo a todos!

Paulo Vinícius.

(MENTIRA! - foto de Caco Ishizaka)

O Centro Cultural Teatro Guaíra em co – promoção com o SATED/PR e SEPED/PR (Entidades representativas da área das Artes Cênicas), divulga a lista de indicados para o Troféu Gralha Azul de 2010, 31ª Edição. Os espetáculos concorrem em 14 categorias: Texto Original ou Adaptado, Cenário, Figurino, Sonoplastia, Iluminação, Revelação - Atriz/Ator e Criadores, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Ator, Atriz, Direção, Direção de Espetáculo para Crianças, Espetáculo Para Crianças e Espetáculo.

A Comissão Julgadora deste ano é formada por: Christiane de Macedo, Eloá Petreca, Babiana Gomes Porrat Reiner, Sinval Ferreira Martins e Vitória Arabela Sahão.

Conheça os indicados:

1. TEXTO ORIGINAL OU ADAPTADO:

MARCIO ABREU por “Vida”

ALEXANDRE FRANÇA por “ Habituè”

LÉO GLÜCK por “ Rebecca"

2. CENÁRIO:

ALFREDO GOMES por “ Metaformose – Reflexões De Um Herói Que Não Quer Virar Pedra”

EDUARDO GIACOMINI por “Quando a Criança Era Criança”

FERNANDO MARÉS por “Lendas Japonesas”

MARCELO SCALZO e BLAS TORRES por “Sobrevoar”

3. FIGURINO:

MAUREEN MIRANDA por “Sobrevoar”

PAULO VINÍCIUS por “ Mentira!”

EDUARDO GIACOMINI por “Vitamina”

PAULO VINÍCIUS por “Lendas Japonesas”

4. SONOPLASTIA:

VADECO por “ Lendas Japonesas”

EDITH DE CAMARGO por “M.M.M. - A Montanha Do Meio Do Mundo”

KARLA IZIDRO por “ Sobrevoar”

5. ILUMINAÇÃO:

ANRY AIDER por “Lendas Japonesas”

BETO BRUEL por “Metaformose – Reflexões De Um Herói Que Não Quer Virar Pedra”

WAGNER CORRÊA por “ Obsceno Eu Público”

6. REVELAÇÃO - ATRIZ/ATOR e CRIADORES:

ALEXANDRE FRANÇA – DIREÇÃO - “Habituè”

MAÍRA LOUR– DIREÇÃO - “ Coração de Congelador”

UYARA TORRENTE – ATRIZ - “ Elizaveta Bam”

JOÃO PETRY – DIREÇÃO - “ O Visitante”

7. ATOR COADJUVANTE:

JOEL VIEIRA por “Um Chifre Nasceu Em Mim”

RODRIGO FERRARINI por “Vida”

TIAGO LUZ por “Lendas Japonesas”

8. ATRIZ COADJUVANTE:

MAIA PIVA por “ Habituè”

HELENA PORTELA por “ Medéia”

MAUREEN MIRANDA por “ Os Invisíveis”

9. ATOR:

MAURO ZANATTA por “Obsceno Eu Público”

LUIZ BERTAZZO por “ O Homem Piano”

TIAGO LUZ por “ Metaformose – Reflexões De Um Herói Que Não Quer Virar Pedra”

RANIERI GONZALEZ por “ Vida”

OTAVIO LINHARES por “Habituè”

10. ATRIZ:

CLAUDETE PEREIRA JORGE por “ Medéia”

TALITA DALLMANN por “ Engarrafados”

JULIANA ADUR por “ Coração de Congelador”

11. DIREÇÃO ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS:

PRETO por “ Lendas Japonesas”

LETÍCIA GUIMARÃES por “Sobrevoar”

OLGA NENEVÊ por “ M.M.M. - A Montanha Do Meio Do Mundo”

MAURÍCIO VOGUE por “ Alice No País Das Maravilhas”

12. DIREÇÃO:

EDSON BUENO por “ Metaformose – Reflexões De Um Herói Que Não Quer Virar Pedra”

MARCIO ABREU por “ Vida”

DIEGO FORTES por “ Os Invisíveis”

13. ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS:

“SOBREVOAR” da Cia do Abração

“LENDAS JAPONESAS” do Grupo Camelo

“ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS” da Messe Produções

“NA FAZENDA DAS MEIAS” da Cia Ânima Teatro de Bonecos

14. ESPETÁCULO:

“METAFORMOSE- REFLEXÕES DE UM HERÓI QUE NÃO QUER VIRARPEDRA” do Grupo Delírio Companhia de Teatro

“VIDA ” da Companhia Brasileira de Teatro

Maiores informações sobre o prêmio Gralha Azul no endereço: http://www.tguaira.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=423

sábado, 2 de outubro de 2010

Entrevista no site CURITIBA CULTURA



Abaixo transcrevo a minha entrevista feita pelo jornalista Diogo Woiczack sobre o espetáculo MENTIRA! para o site Curitiba Cultura. Para ver a postagem original é só clicar no link: http://www.curitibacultura.com.br/noticias/entrevista-com-o-diretor-paulo-vinicius


"Esta semana é a última da temporada do espetáculo Mentira! , no Teatro Cena Hum. A peça é dirigida por Paulo Vinícius, que também fez o figurino e o cenário, além da adptação do texto homônimo de Alexandre França. Para saber mais sobre essa personalidade de múltiplas funções – e também para saber mais sobre as multi-linguagens de Mentira! - entrevistamos Paulo Vinícius:
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CuritibaCultura: Quando vc chegou em Curitiba (Paulo Vinícius é de Bauru-SP)?
Paulo Vinícius: Cheguei no final de 2004.
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CC: E qual era o teu envolvimento com o teatro?
Paulo: Com a cena daqui nenhum. Eu tinha duas vontades: uma era morar em Curitiba e fazer uma graduação em artes cênicas (eu só tinha graduação em filosofia). Sempre trabalhei com Teatro, mas minha formação era autodidata , intuitiva – não tinha uma formação acadêmica. Então vim pro vestibular e já fiquei. Antes da prova fui conhecer o trabalho das pessoas e os espaços. Fui conhecendo o trabalho de todo mundo, observando, classificando, vendo os aspectos que admirava ou que passei a admirar... Trabalho com muitos desses diretores hoje, o que para mim é muito gratificante...
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CC: Eu gostaria de saber: Vc começou como ator e depois foi desenvolvendo essas outras funções?
Paulo: Quando comecei no teatro não era profissional apesar de encarar como, em 1990, em Bauru. Dirigi meu primeiro espetáculo em 1990. Só que aí eu comecei a fazer tudo junto, porque como tava surgindo eu quis fazer o figurino e tive que fazer o cenário, por necessidade... mas também por vontade, porque eu gostava e sentia que aquilo eu podia fazer. Daí segui trabalhando com filosofia, com moda, com carnaval e o teatro junto. Eu não sobrevivia de teatro, mas nunca deixei de fazer teatro. Na faculdade eu fiz curso de interpretação - na FAP (Faculdade de Artes do Paraná) - e todo o trabalho eu sempre me preocupava com a encenação, com estética, figurino, cenário, com o trabalho de uma forma geral. Como eu já tinha outros trabalhos como figurinista, fui trabalhando e formatando meu portfólio. O pessoal foi gostando e me chamando. Mas assim como eu faço figurino e cenário, eu também atuo, eu também dirijo. Tudo no teatro me interessa. Algumas coisas eu não faço porque não sei fazer, como iluminação, que tenho noção, mas não conhecimento técnico.
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CC: O que entendi é que você acumula todas essa funções por uma questão de que pra vc é natural, pois desde o início trabalhou assim. Então em decorrência desses convites, para fazer cenário e figurino, que surgiu a Figurino e Cena?
Paulo: Na verdade a Figurino e Cena começou antes mesmo de eu vir para Curitiba. Eu pensei: preciso arranjar uma forma de organizar meu portfólio. Foi aí que surgiu a proposta de uma marca, que é a Figurino e Cena. Que, sobretudo, remete a essa coisa de figurinista, mas que também abrange todas os âmbitos do teatro.
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CC: E como foi com Mentira!?
Paulo: O figurino de Mentira! tinha espaço para uma linguagem que foge do cotidiano, uma coisa mais teatral mesmo. O figurino do Mentira! tem referências da França mas também do Kitsch, do carnavalesco. O Mentira! partiu dessa vontade de trabalhar com a estética pop, com a estética kitsch.
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CC: O que te levou a eleger essas estéticas?
Paulo: Mentira! é um trabalho que parte de um lugar que é plástico, estético. O meu trabalho no teatro é muito ligado a estética. Então surgiu primeiro dessa necessidade. Eu repensei os trabalhos que fiz na intenção de fazer algo diferente – vontade de mudar. Minha primeira ideia era fazer um espetáculo colorido. Pensei com que poderia trabalhar, e eram tantas linguagens que eu queria por... e isso dialogava com algo mais teatral mesmo, entende? Então eu lembrei do Mentira!, texto do (Alexandre) França que eu já conhecia. Então o texto entrou em um segundo momento. E como eu já o conhecia,sabia que, para montar este trabalho, teria que adaptá-lo – a idéia original não caberia. Daí eu falei com o França, pedi autorização, ele topou, autorizou. Eu disse que adaptaria e mandaria para ele, e que quando tivesse algo concreto de cena chamaria ele para ver o ensaio. O texto ele aprovou, só ficou o final em aberto que decidiríamos juntos. Já fui pensando no elenco – essa coisa de fazer tudo – e já fui convidando o pessoal. Quando começamos a trabalhar eu percebi que na estrutura dramatúrgica do texto caberia uma pegada mambembe para o espetáculo – essa coisa de um grupo de atores compondo e interpretando aquela estória.
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CC: E como foi esse processo de montagem?
Paulo: Fui mostrando tudo o que dialogava com o trabalho que íamos fazer: mostrei cores, texturas, estampas, imagens de roupas, sapatos, perucas... A gente foi criando referências comuns para a equipe. Na parte musical fui dando a entender que o espetáculo tinha mais a ver com jingle do que com canção. O cenário tinha necessidade de projeções, porque a dramaturgia tinha um gancho pra isso – ela dizia: ao fundo é projetado um quadro de Jacques Louis David. Então eu teria que ter mais uma parceria, com artistas dessa área. Daí eu lembrei da Paraphernália Produções Artísticas, que estavam trabalhando com curta metragem, animação, e achei que eles iriam contribuir muito com o espetáculo. Com todas essas informações fui observando que o espetáculo era a soma dessas diversas linguagens. E como eu poderia classificar isso? Então pensei no conceito do barroco. Barroco no sentido de que é uma junção de vários elementos, excessivo.
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CC: Ouvindo isso percebo que tudo isso se encaixa na coisa da farsa...
Paulo: Sim, que é uma coisa que o texto trouxe.
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CC: ...por exemplo essa releituras (ex: como acontece nos figurinos), de customizar...
Paulo: isso, uma re-significação. O texto traz isso para a interpretação: Atores interpretando personagens. Queria que a platéia entendesse que aquilo que está acontecendo no palco é uma mentira. Uma coisa meio Brecht , com o ator se dirigindo diretamente para a platéia, fazendo com que essa platéia sinta que aquilo é teatro, uma mentirinha, não uma verdade. Então os atores contam uma estória e interpretam personagens, mas personagens construídos.
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CC: Eles estão interpretando atores?

Paulo: Eles estão interpretando atores e esses atores estão interpretando personagens. O ator num estado performático. E outra coisa que o texto traz é o jogo entre atores, numa relação triádica com a platéia.
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CC: E nesse jogo existe uma improvisação, uma criação por parte do ator?
Paulo: Existe. Mas tentei direcionar essas improvisações para que elas respeitem a dramaturgia. Mas existe sim, o que faz com que cada espetáculo seja diferente do outro, o que está na própria natureza efêmera do teatro.
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domingo, 26 de setembro de 2010

A MENTIRA POLÍTICA, O FINGIMENTO ARTÍSTICO

Nesta postagem, publico o texto feito pela jornalista Luciana Romagmolli para o Caderno G do jornal Gazetta do Povo de Curitiba no dia de estreia do espetáculo, 16/09/2010. As fotos são de Mariana Brandão.


"Charlotte Corday (1768-1793), filha de uma família monárquica e simpatizante dos girondinos, foi guilhotinada quatro dias depois de cravar uma lâmina no peito de Jean-Paul Marat, porta-voz da ala mais radical da Revolução Francesa, o partido jacobino. Jacques-Louis David (1748-1825) preparou a pele dele (castigada por uma doença crônica) para o funeral e o imortalizou na tela A Morte de Marat. Pintor da República, David retratou com suas tintas também a ida de Maria Antonieta à decapitação.
Opostos por suas visões políticas, em um momento em que se desenhava a polarização entre direita e esquerda, Charlotte e David se enfrentam na imaginação do dramaturgo curitibano Alexandre França (Habituê e Final do Mês). O encontro fictício entre os dois personagens históricos acontece no espetáculo Mentira!, em cartaz a partir de hoje no Teatro Cena Hum.

É a primeira montagem da peça a chegar ao palco, mas não a primeira tentativa. Havia planos de o próprio autor dirigir o texto em um espetáculo que estrearia no Festival de Curitiba deste ano, mas o projeto não vingou. Quem ora assume a direção é Paulo Vinícius, estreando na função – ao menos dentro dos limites curitibanos.
Há seis anos na cidade, Paulo Vinícius acumula trabalhos como ator (em Chiclete&Som, dirigido por Nina Rosa Sá), figurinista (Manson Superstar, da Vigor Mortis, e Noite de Reis, que Mauro Za­­­­nat­­­­ta estreará em outubro) e cenógrafo (Homem Piano, da CiaSenhas), além de dar aulas de interpretação na Cena Hum. Antes, vivia em São Paulo, onde fazia a direção de espetáculos.
O diretor adaptou o texto às suas pretensões estéticas, identificadas com o pop e o kitsch, o circo e o carnaval, em uma “pegada mambembe”. O debate político está introjetado na encenação, sem que isso tenha sido pensado em coincidência com o período eleitoral atual. “A peça fala de política pela metáfora”, diz. “Através da mentira, discute o discurso político, a expressão artística e o fazer teatral, o fingimento do ator ao interpretar o personagem. A mentira é tomada nesse sentido amplo.”


Ao criar o cenário e os figurinos de Mentira!, Paulo Vinícius deu à figura clássica francesa (com suas imponentes perucas) um tratamento contemporâneo, misturando estampas de zebra com fuxico, e abusando das cores e texturas. Foi uma maneira de interpretar os apontamentos sobre propaganda contidos no texto, inclusive com referências a marcas de produtos industriais. Das embalagens comerciais ao pop de Andy Warhol, das misturas ex­­cessivas de materiais ao kitsch, o caminho cumprido aproximou a montagem de uma linguagem que o diretor considera barroca.
Faltou Paulo Vinícius atuar. Essa parte, o diretor deixa com um grupo de quatro atores profissionais: Fabiano Amorim e Luiz Brambila, Verônica Rodrigues e Lubieska Berg. Os dois homens se revezam na pele de Jacques-Louis David, enquando as duas garotas fazem Charlotte Corday. Não bastasse compartilhar os personagens, o elenco também entra em cena desnudado desses papéis, para discutir as posições políticas e o rumo que a peça deve tomar. Oscila entre dois registros: a presença cênica e o personagem construído, naquele tom de exagero dramático do “teatrão”. "


O link para ver a publicação original é: http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1047083&tit=A-mentira-politica-o-fingimento-artistico


SERVIÇO: MENTIRA! No Teatro Cena Hum (R. Sem. Xavier da Silva, 66, (41) 41 3333-0975. Texto de Alexandre França. Direção de Paulo Vinícius. Com Fabiano Amorim, Leandro Leal, Lubieska Berg, Luiz Brambila e Verônica Rodrigues. Quinta a sábado, às 21 horas, e domingo, às 19 horas. Até 3 de outubro.



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Com quantos fuxicos se faz uma mentira?

MENTIRA! é Pop. É Kitsch. É um discurso tecnicolor. E por ser tudo isso, ao mesmo tempo, é também Barroco.
Enquanto teatro é jogo e enquanto jogo questionada a veracidade das regras. Enquanto encenação, passa pelo Mambembe, pelo Musical e pelo Circo para se tornar Contemporâneo.
De um lado, dois personagens da Revolução Francesa, Charlotte Corday e Jaqcues Louis David, debatem sobre o sentido da arte num tempo de revoluções e cabeças cortadas. Do outro lado, cinco atores discutem a respeito de qual posição política a peça que ali ocorre deveria tomar.

DRAMATURGIA: Alexandre França.
DIREÇÃO E FIGURINOS: Paulo Vinícius.


COMPOSIÇÃO E DIREÇÃO MUSICAL: Leandro Leal
PROGRAMAÇÃO VISUAL E VIDEO/PROJEÇÕES: Paraphernália Produções Artísticas (Luci Orttega, Fábio Miranda e Ricardo Juchem)



ELENCO: Fabiano Amorim, Leandro Leal, Lubieska Berg, Luiz Brambila e Verônica Rodrigues.



MAQUIAGEM: Luiz Lopes.
CONSULTORIA DE ILUMINAÇÃO: Wagner Correa
FOTOS: Caco Ishizaka.
REALIZAÇÃO: Cena Hum Academia de Artes Cênicas.





SERVIÇO:
De 16/09 a 03/10 – De Quinta a Sábado as 21h e Domingos as 19h no Teatro Cena Hum – Rua Senador Xavier da Silva 166 – São Francisco – Curitiba/PR. Informações (41) 9665-3643




quarta-feira, 21 de julho de 2010

CLARICE E O TEATRO

Neste primeiro semestre de 2010 pude exercer duas funções extremamente prazerosas: lecionar teatro e continuar minha pesquisa sobre a escritora Clarice Lispector. Fui responsável por duas turmas do curso de formação de atores da Academia de Artes Cênicas Cena Hum de Curitiba. Com ambas, mergulhei novamente no universo clariceano. Como resultado dos processos, constatei que o prazer em juntar Clarice o teatro não foi só meu, mas também dos alunos. Nas próximas linhas segue um pequeno relato dos dois espetáculos. As fotos são de Caco Ishizaka.
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FELICIDADE CLANDESTINA

Um elogio à narradora do invisível. São três histórias, três contos de Clarice Lispector que se entrelaçam no instante em que suspendemos a respiração e engolimos a seco. De tantos contos escritos por Clarice, escolhemos Macacos, Uma galinha e Felicidade Clandestina, texto que deu nome ao nosso espetáculo. O foco deste trabalho foi para o lado família da Clarice, nos debruçamos sobre textos que resgatavam a vida cotidiana da escritora, ficcionalisados através da literatura.
Como pesquisa de linguagem, mergulhamos no trabalho do ator narrador para tentar descobrir em que momento a palavra escrita, célula da literatura, poderia se tornar teatro na boca dos atores. Entendemos também que a célula do teatro, por sua vez, é a cena e que a cena só poderia se concretizar através do corpo do ator. Então, o que mostramos foi a soma de tudo isso.
Ficamos felizes. E por ser Clarice, parece que já pressentíamos que a felicidade também nos seria clandestina.


Ficha técnica:

Roteiro e direção: Paulo Vinícius
Elenco: Ângela Perini, Clarissa Gindri, Dayane Paixão, Greice Yurie, Mariana Kauchakje, Rodolpho Guttierez, Thabata Oliveira e Thiago Herrero.
Coreografia: Dayane Paixão
Programação visual: Edson Godinho
Operação de som: Giselle Benvenuti
Operação de Luz: Paulo Vinícius
Participação especial: Trecho do conto O ovo e a galinha narrado em off pela atriz Simone Hidalgo.
Produção: Mariana Kauchakje
Realização: Cena Hum - Academia de Artes Cênicas
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CASA
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A Casa como Metáfora do Corpo: Morada do Ser, do Pensamento que questiona a Vida e se prepara para a Morte. O Corpo-Casa que se relaciona com o Mundo e com o Outro. Sobre a Existência. Uma personagem criada a partir da vida e da obra de Clarice Lispector. Foi com um enorme prazer que nós, professor e alunos, mergulhamos no universo clariceano e que, modificados e comprometidos, retornamos ao teto de uma Casa cujo telhado misterioso ainda poderá ser explorado. Com os olhos bem abertos e o coração inquieto, áspero e pulsante. Neste trabalho, o foco foi para uma Clarice estrangeira no mundo, que quase não suportava permanecer dentro do próprio corpo, para isso, nos apoiamos nos livros Água Viva, Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres, A hora da Estrela e A via Crucis do corpo. De todos os lugares que percorremos, nos sobrou a enorme certeza: nunca mais seremos os mesmos!


Ficha técnica:
Direção, Roteiro e Linguagem visual : Paulo Vinícius
Elenco: Emanoelli Carvalho, Érica Colognesi, Evelise Miranda, Giselle Benvenuti, Guilherme Sanches, Mateus Dal Ponti, Michelle Rodrigues e Ricardo Elias.
Fotos: Caco Ishizaka
Maquiagem: Luis Lopes
Coreografias: Michelle Rodrigues
Direção para canto e baixo acústico: Junior Pereira
Operação de projeções: Luiz Brambila
Operação de som: Manoelle Maciel
Operação de luz: Paulo Vinícius
Produção: Michelle Rodrigues e Giselle Benvenuti
Realização: Cena Hum - Academia de Artes Cênicas

MENTIRA!

A produção e os ensaios do espetáculo MENTIRA! seguem a todo vapor! A estreia acontece no mês de Setembro. As fotos são de Caco Ishizaka. Em breve, maiores informações!












FICHA TÉCNICA: Dramaturgia: Alexandre França – Direção e figurinos: Paulo Vinícius – Direção musical e composição: Leandro Leal – Elenco: Fabiano Amorim, Leandro Leal, Lubieska Berg, Luiz Brambila e Verônica Rodrigues – Programação visual e vídeos/projeções: Paraphernália Produções Artísticas (Fábio Miranda, Luci Orttega e Ricardo Juchem) – Consultoria de iluminação: Wagner Correa – Maquiagem: Luiz Lopes – Fotos: Caco Ishizaka – Realização: Cena Hum Academia de Artes Cênicas.



terça-feira, 6 de julho de 2010

CiaSenhas estreia HOMEM PIANO - UMA INSTALAÇÃO PARA A MEMÓRIA


HOMEM PIANO – UMA INSTAÇÃO PARA A MEMÓRIA é o mais novo trabalho da CiaSenhas de Teatro e a minha primeira parceria com a companhia. O resultado é proveniente de alguns meses de um delicioso trabalho com esses amigos queridos, artistas talentosos. Nas linhas abaixo, você poderá saber um pouco mais sobre o processo de criação e o desenvolvimento. Não deixe de ver, a entrada é franca, reserve seu lugar e aventure-se. Vale a pena! As fotos deste post são de Elenize Dezgeniski.
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Neste espetáculo-instalação, ator e público compartilham o espaço-tempo do aqui e agora, e tecem juntos a memória de um homem, cuja história se constrói a partir de esquecimentos e lembranças coletivas.A pesquisa foi iniciada em 2008 no projeto “Narrativas Urbanas – interferências e contaminações” através do edital de Pesquisa em Linguagem Teatral promovido pela Fundação Cultural de Curitiba. Este projeto previa a investigação de fatos reais com repercussão na mídia, selecionados pelos atores. A idéia era problematizar informações midiáticas e conflitos humanos. No projeto inicial o ator Luiz Bertazzo pesquisa possibilidades de levar à cena a angustia de um Homem que perde a memória, vive a ausência de identidade e começa a se comunicar com o mundo através do piano.


A pesquisa se transformou em espetáculo contemplado agora pelo Prêmio Myriam Muniz. O processo de criação, para esta fase, começou em janeiro de 2010 e estréia dia 08 de julho com temporada até dia 18. Serão três apresentações diárias, às 16h, às 18h e às 20h.
Em seu formato final, “Homem Piano” ocupa a sede da CiaSenhas de Teatro e propõe a experiência da construção de memórias entre público e ator num espaço/instalação em que teatro, ficção e realidade se misturam. O público é conduzido pelo ator pelos três andares da sede. No percurso ele é convidado a recordar suas memórias mais felizes ou tristes e se quiser, ao final, poderá doá-las ao Homem Piano.



Neste trabalho a experiência da recuperação das memórias contempla a construção do ontem que reverbera no hoje e nos projeta para o amanhã. No movimento entre lembrar ou esquecer sugerido no trajeto do espetáculo surgem questionamentos e inquietações silenciosas: “Devo lembrar ou esquecer do afeto que me causa saudade, lembrar ou esquecer daquela humilhação inconfessável?”.
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SERVIÇO:
HOMEM PIANO – UMA INSTALAÇÃO PARA A MEMÓRIA
08 A 18 DE JULHO (TODOS OS DIAS EXCETO DIA 14)HORÁRIOS: 16H, 18H E 20HLOCAL: CIASENHAS DE TEATRORUA SÃO FRANCISCO, 35 - CENTROFONE: 3222-0355ENTRADA FRANCA20 lugares por sessão
homempiano.blogspot.com
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FICHA TÉCNICA
Uma criação compartilhada de Luiz Bertazzo e Sueli Araujo - Dramaturgia e Direção: Sueli Araujo - Ator: Luiz Bertazzo - Preparação Corporal: Cinthia Kunifas e Mônica Infante - Desenho de Som: Ary Giordani - Desenho de Luz: Fábia Regina e Victor Sabbag - Ambientação do Espaço Cênico: Paulo Vinícius - Figurino e Consultoria Visual: Amábilis de Jesus - Direção de Produção: Marcia Moraes - Assistência de Produção: Lígia Oliveira - Design Gráfico: Adriana Alegria -Fotografia: Elenize Dezgeniski - Consultoria de Vídeo: Luciana Barone - Realização: CiaSenhas de Teatro