terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CENO-GRAFIAS

(A CIDADE - espetáculo da Inominável Companhia de Teatro - foto de Anderson Fregolente)

Perguntaram-me qual era a minha definição de cenografia. Antes de responder com aqueles velhos clichês que sempre vem na cabeça, fiquei pensando como eu poderia contribuir para uma definição que realmente dialogasse com o trabalho que venho desenvolvendo e com as questões que realmente me interessam na construção de uma cenografia teatral. Depois de algum tempo pensando, respondi que cenografia era uma RELAÇÃO. Pois bem, relação com o quê? Podemos pensar a cenografia como uma relação espacial que se dá dentro do espetáculo e também entre o espetáculo e a platéia, por exemplo. Cenografia é a relação da cena com a luz, da luz com os objetos de cena. Cenografia é toda a relação iconográfica ou puramente plástica que se dá entre o corpo do ator e todos os outros elementos cênicos diante do público. Portanto, cenografia é o resultado da relação entre o espaço cênico, a iluminação, o desenho da cena, o movimento do ator e a assinatura do diretor diante dos olhos do espectador. Grosso modo, entretanto, podemos pensar numa cenografia sem cenário, mas nunca num espetáculo sem cenografia, pois, mesmo sem ser elaborada, a cenografia sempre existirá.
            A partir daí, fiquei bastante curioso para saber como os outros artistas ou teóricos, que também pensaram a cenografia em algum momento das suas respectivas trajetórias, definiram a arte do cenário. Entre os registros disponíveis, com grifos meus, encontrei as seguintes definições:
LUIZ PAULO VASCONCELLOS:
            “É a arte e a ciência da criação do cenário. Cenário é o arranjo dado à cena através da linguagem visual, pictórica e arquitetural. O conceito de cenário tem variado de acordo com a estrutura do palco e as convenções do espetáculo de diferentes épocas.”
J. C. SERRONI:
“Arte e técnica de criar, projetar e dirigir a execução de cenários. O cenário é o conjunto dos diversos materiais e efeitos cênicos (telões, bambolinas, bastidores, móveis, adereços, efeitos luminosos, projeções etc.) que serve para criar a realidade visual ou a atmosfera dos espaços onde decorre a ação dramática; a cena.”
ANNA MANTOVANI:
“Falamos que a cenografia é uma composição visual em um espaço tridimensional – no lugar teatral. Chamamos de lugar teatral o lugar onde é apresentado o espetáculo e onde se estabelece a relação cena/público. No teatro, o lugar cênico é o palco, que, como edifício, muda de uma época para outra e de um país para o outro.”
PATRICE PAVIS:
“No sentido moderno, é a ciência e a arte da organização do espaço teatral. Hoje a palavra impõe-se cada vez mais em lugar de decoração, para ultrapassar a noção de ornamentação e de embalagem que ainda se prende, muitas vezes, à concepção obsoleta do teatro como decoração. A cenografia marca bem o seu espaço tridimensional e não mais uma arte pictórica da tela pintada, como o teatro se contentou até o naturalismo.”
CYRO DEL NERO:
“É o desenho da cena. O cenário é composto por elementos plásticos que dão espaço à ação cênica. Há cenários estáveis e únicos; cenários móveis; projetados; feitos por iluminação; simbólicos e mutáveis. O cenário deve atender às exigências dramáticas e físicas da obra teatral. É um conjunto de signos plásticos, a concepção que define o espaço cênico no edifício teatral.”
MIRIAM ABY COHEN:
            “A idéia contemporânea de Cenografia exige do profissional uma ação abrangente, que inclui todos os aspectos visuais da realização teatral, amplia sua responsabilidade sobre o todo do espaço cênico e por vezes, sobre o espaço teatral, demandando afinidade entre criadores que possuem, por sua vez, processos, responsabilidades e talentos individuais. O cenógrafo é assim levado a refletir sobre sua própria capacidade em responder à estas atribuições”.
JAROSLAV MALINA:
“Cenografia é a solução dramática do espaço; se a arquitetura é uma gigantesca escultura tridimensional ao ar livre, então a cenografia é para mim, uma forma de transformar do avesso o interior de uma escultura em qualquer espaço concreto”.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

FIM DE ANO


            Novamente chega o momento de olhar para tudo aquilo que foi feito no ano e balancear os acontecimentos. Este foi um ano de trabalhos muito importantes.  Em 2011 transitei entre oficinas, set de filmagens, palcos, espetáculos, grupos, companhias, artista e muitas viagens. Todos os trabalhos foram extremamente prazerosos e todas as equipes foram extremamente competentes.
            Quatro trabalhos no teatro foram indicados a prêmio, o figurino do filme GOL A GOL foi premiado, mas independente de tudo isso, todos os trabalhos, indicados, premiados ou não, foram todos muito importantes. Quero aproveitar este post para agradecer todos os artistas, grupos, companhias, diretores, produtores e técnicos com quem trabalhei em 2011. Quero agradecer também todos que se relacionaram com a Figurino e Cena e com o meu trabalho.
            No próximo ano os trabalhos já começam com todo vapor logo após o dia 10 de Janeiro, dessa forma, aproveitarei bastante as férias que se desenrolam entre esse período. Muita novidade acontecerá já no primeiro semestre.
À todos os leitores do blog, amigos pessoais, companheiros de trabalho e todos os artista que por aqui passaram, desejo um ano repleto de conquistas e de grandes felicidades. Que a arte possa nos manter firmes e felizes nas nossas escolhas e que os acontecimentos sejam sempre muito especiais. Um grande beijo pra vocês.
Boas férias! Feliz Natal e um ótimo ano novo pra todos!
Paulo Vinícius.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

PRÊMIO GRALHA AZUL 2011

Nesta semana foram anunciados os indicados ao Prêmio Gralha Azul - Melhores do ano do Paraná, criado em 1976 por Ivens Fontoura. Com muita alegria recebi a notícia de que quatro trabalhos realizados por mim foram indicados em duas categorias. Neste post publico uma foto de cada um desses trabalhos e a lista completa dos indicados nas 15 categorias. A revelação dos ganhadores e entrega do troféu acontecerá na noite do dia 13 de Dezembro no Teatro Guaíra em Curitiba (Guairinha - Auditório Salvador de Ferrante). Aproveito também esta ocasião para agradecer todos os produtores, artistas e diretores dos meus respectivos trabalhos indicados. Agradeço também a comissão julgadora e a comissão de organização do Prêmio. Muito obrigado! É uma felicidade imensa poder trabalhar com aquilo que mais amo e, ao final do ano, ainda ser indicado à este Pêmio tão importante para os artistas do Paraná. A gente se encontra no dia 13, até lá!

(Eu recebendo o Troféu em 2010 pelo figurino do espetáculo MENTIRA!)

1. TEXTO ORIGINAL
Gerson de Andrade, por “Caipirados Pra Burro” (Caipiras Pirados Pra Burro)
Paulo Biscaia, por “Avenida Independência 161_ Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
João Luiz Fiani, por “A Guerra dos Fanáticos – O Contestado”
Dimis Jean Sores por “Vivienne”

2. CENÁRIO
Marco Damaceno, por “Antes do Fim”
Cleverson de Oliveira, por “Edifício Amor”
Paulo Vinícius, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
Paulo Vinícius, por “Seance, As Algemas de Houdini”
Sérgio Richter, por “Orinoco”

3. FIGURINO
Fernando Bachstein, por “Os Sete Pecados”
Paulo Vinicius, por “Ouoquequiserdes”
Alex Lima, por “A Pereira da Tia Miséria”
Paulo Vinícius, por “A Sapateira Prodigiosa”
Thamis Barreto, por “A Guerra dos Fanáticos – O Contestado”


(Cena de AVENIDA INDEPENDÊNCIA 161 - Foto de Fran Ferreira)

4. SONOPLASTIA
Paulo Biscaia, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
Paulo Demarchi, por “Ouoquequiserdes”
Sérgio Justen, por “Cinderela”
Celso Piratta por “Buanga, A Noiva da Chuva”
Edith de Camargo, por “Vertigem”

5. ILUMINAÇÃO
Nadja Naira, por “Isso te Interessa?”
Beto Bruel, por “Ilíada Canto 1”
Wagner Correa, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
Beto Bruel/Daniel Régis, por “Antes do Fim”

6. REVELAÇÃO - ATRIZ/ATOR e CRIADORES
Cleber Hidalgo - CENÁRIO - “Histórias Para Passar o Tempo”
Gabriel Manita – ATOR - “Cinderela”
Simone Hidalgo – DIREÇÃO - “Fabulosa Cozinha de Pierre”
Patricia Cipriano – ATRIZ- “Vivienne”
Cleber Hidalgo – CENÁRIO - “A Fabulosa Cozinha de Pierre”


(Cena de OUOQUEQUISERDES - Foto de Mariana Brandão)

7. ATOR COADJUVANTE
Samir Halab, por “Antes do Fim”
Rodrigo Ferrarini, por “Isso Te Interessa?”
Fernando Bachstein, por “A Sapateira Prodigiosa”
Joel Vieira, por “A Guerra dos Fanáticos - O Contestado”
Diogo Zavadski, por “Vivienne”

8. ATRIZ COADJUVANTE
Elliane Campelli, por “Antes do Fim”
Karla Fragoso, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”

9. ATOR
Guilherme Kirchheim, por “A Pereira da Tia Miséria”
Zeca Cenovicz, por “Antes do Fim”
Ranieri Gonzalez, por “Isso Te Interessa?”
Luiz Bertazzo, por “Seance, As Algemas de Houdini”


(Cenário de SEANCE - AS ALGEMAS DE HOUDINI - Foto de Marco Novack)

10. ATRIZ
Kassandra Speltri, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para Coisas Irreversíveis”
Sílvia Monteiro, por “Edifício Amor”
Claudete Pereira Jorge, por “Ilíada Canto 1”
Pagú Leal, por “Minha Vontade De Ser Bicho”

11. DIREÇÃO ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS
Letícia Guimarães, por “Clarice Matou Os Peixes”
Marcelo Santos, por “Buanga, A Noiva da Chuva”
Maurício Vogue, por “Cinderela”

12. DIREÇÃO
Edson Bueno, por “Minha Vontade de Ser Bicho”
Marco Damaceno, por “Antes do Fim”
Paulo Biscaia, por “Avenida Independência 161_Trilha Sonora Para
Coisas Irreversíveis”
Mauro Zannata, por “Ouoquequiserdes
Dimis Jean Sores, por “Vivienne”


(Cena de A SAPATEIRA PRODIGIOSA - Foto de Michelle Martins)

13. ESPETÁCULO ITINERANTE
NÃO HOUVE INDICAÇÃO

14.ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS
Clarice Matou os Peixes”, da Cia do Abração
“Buanga, a Noiva da Chuva”, da Cia Karagozwk de Teatro de Sombras
“Cinderela”, da Cia Regina Vogue
“Caipirados pra Burro” (Caipiras Pirados pra Burro), da Cia Geografia das Artes

15. ESPETÁCULO
“A Pereira da Tia Miséria”, do Núcleo Ás de Paus
“Avenida Independência 161_Trilha Sonora para Coisas Irreversíveis”, da Cia MKF Produções
“Antes do Fim”, de Marcos Damaceno Cia de Teatro
“Vivienne”, da Companhia de Bifeseco
“Ouoquequiserdes”, da Companhia do Ator Cômico

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Espaço e Cenografia

(O Paraíso Perdido com o Teatro da Vertigem, encenado na Igreja da Consolação, em São Paulo em 1992)

           Um dos assuntos que mais me interessam na cenografia de hoje é o Espaço. Para criar qualquer trabalho acho necessário pensar na relação do Espaço com o Espectador. Mais do que pensar no Espaço propriamente dito, o assunto de que falo está justamente na Relação entre ele e o espectador. Tal discussão já é bastante antiga na história das artes visuais e também, de certa forma, no teatro.
            Nas artes visuais, Marcel Duchamp instaura o pensamento da obra de arte livre do suporte e propõe a relação com o espectador a partir da observação do objeto. A arte não estaria nem no sujeito e nem no objeto, mas na relação entre ambos. Além disso, Duchamp também tira o objeto de seu lugar tradicional e, dessa forma, questiona também o Espaço físico do museu enquanto Lugar. Outros artistas depois dele se aventuram a pensar sobre o lugar. Entre eles estão os brasileiros Hélio Oiticica e Lygia Clark.


(Obra de Hélio Oiticica, Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe, 1977, foto: Carol Reis)

            Hélio entre tantas coisas cria os Penetráveis e propõe com eles uma relação sensível com o espectador. Entrar na sua obra era entrar na própria cor e se relacionar com ela, por exemplo.
            Lygia também entre outras muitas coisas instaura a Arte Relacional ao se denominar uma propositora ao invés de uma artista. Cria máscaras sensoriais e objetos relacionais. A principal diferença entre o que ela propunha e o que Duchamp propôs estava justamente na relação com o Objeto. O objeto em Lygia Clark era apenas uma forma de se relacionar para criar a arte e não um meio de se chegar à constatação através da observação, como propôs Duchamp. Muito bacana é pensar em como essas relações se desenvolvem no Espaço. Pensar o Espaço no Hélio e na Lygia é pensar num Espaço muito mais interno do que exterior ao corpo do sujeito que apreende a obra.
            Paralelamente a isso, cronologicamente falando, vieram os artistas que propuseram as Land Arts, grandes obras a céu aberto que eram para ser vistas de longa distância pelo espectador. Nestas obras a relação também é a proposição mais importante desses artistas, como foi o caso de Robert Smithon e Michael Heizer nos anos 60.

(Máscara Sensorial, obra de Lygia Clark de 1967)

            Alguns diretores, encenadores e outros artistas de teatro também já pensaram nessa relação com o Espaço. Entre eles está o brasileiro Antonio Araujo do Teatro Vertigem que, através da Trilogia Bíblica dos anos 90, por exemplo, propuseram o espetáculo ocupando os espaços que inicialmente não eram os edifícios teatrais. A relação da cena com o público mudou completamente a partir dessas pesquisas e práticas. Depois dele vieram também vários outros artistas.
            O fato de exercer a cenografia como parte dos meus trabalhos enquanto artista me faz pensar nessas relações do cenário e da platéia dentro de um Espaço Cênico específico e dentro daquilo que o espetáculo propõe enquanto escritura cênica. Trabalhar com diversas companhias, grupos, diretores e artistas, colaborar e propor junto dentro de estéticas e processos diferentes tem me agradado e me instigado muito. Tantas práticas me possibilitam exercer o autoria do meu trabalho como cenógrafo na medida em que ela se relaciona com o trabalho dos outros artistas envolvidos na criação e de como nós juntos oferecemos o nosso trabalho coletivo ao público.
            Enquanto pesquisador e teórico, a busca da cenografia e das artes visuais tem acrescentado muito no desenvolvimento da minha prática de cenógrafo e indicado quais são realmente as ausências e lacunas que ainda deverão ser preenchidas no meu ofício.
            Bem vindo o Tempo que me possibilita conhecer o Espaço.
            Bem vindas as horas que ainda faltam para se chegar à algum Lugar específico.
            Bem vindos os próximos trabalhos e as próximas pesquisas.

sábado, 29 de outubro de 2011

FESTIVAL NACIONAL DE CINEMA DOS SERTÕES: Figurino do longa metragem GOL A GOL é indicado ao troféu Cacto de Ouro 2011


Gol a Gol, longa metragem digital de ficção, dirigido por Adriano Esturilho e Fábio Allon foi selecionado e indicado à várias categorias no Festival Nacional de Cinema dos Sertões, prêmio que acontece entre 22 a 26 de novembro de 2011 na cidade de Floriano – PI. O filme é resultado da parceria da Processo Multiartes e da Evolução Filmes e teve sua estréia nacional no final de 2010.
            O figurino assinado por mim está entre as onze categorias indicadas ao Troféu Cacto de Ouro e concorre com mais três indicados (veja na relação logo abaixo). As fotos dest post integram o Still de Rosano Mauro Junior. 



Sinopse do filme:
Curitiba, 2.021, num futuro ecologicamente nada promissor.
Gol a Gol é uma fábula musical regada a realismo mágico, imagens oníricas, toques de ficção científica e canções que contam e cantam o drama ético e dilema existencial de Pedro - que larga sua paixão pelo desenho em troca de uma vida segura de executivo na Seguradora Sol[AR]is (especializada em apólices contra danos ambientais). De um lado, o discurso distorcido da empresa; de outro, sua paixão de infância por Cindy – agora uma ativista ambiental atuante fora do país, com quem não se encontrava há vinte anos.
Após retomar a prática do desenho à mão (atividade agora clandestina) e cometer um crime aparentemente sem razão, Pedro é colocado em tratamento no Sistema Orwell de Monitoramento para abrandar seus recentes desvios. Ali, entre memórias da infância e juventude e saltos para um passado no qual fatos históricos se misturam com devaneios, Pedro acerta as contas com o passado numa partida de Gol a Gol contra si mesmo.
Maiores informações sobre Gol a Gol, acesse: http://golagolfilme.com/index.html
Maiores informações sobre o Festival, acesse: http://www.cinemadossertoes.com/index.php



Indicações na categoria LONGA-METRAGEM:
MELHOR FILME:
Mãe e Filha – Ceará
Gol a Gol – Paraná
Trampolim do Forte – Bahia
Como Esquecer – Rio de Janeiro
Cinema de Guerrilha – São Paulo

 MELHOR DIRETOR:
Petrus Cariry - Mãe e Filha – Ceará
Fabio Allon e Adriano Esturilho - Gol a Gol – Paraná
João Rodrigo Mattos - Trampolim do Forte - Bahia
Malu de Martino - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Evaldo Mocarzel - Cinema de Guerrilha – São Paulo 

MELHOR ROTEIRO:
Petrus Cariry, Firmino Holanda e Rosemberg Cariry - Mãe e Filha – Ceará
Adriano Esturilho - Gol a Gol – Paraná
João Rodrigo Matos - Trampolim do Forte - Bahia
Sabina Anzuategui, Silvia Lourenço, Douglas Dwight, Daniel Guimarães e Luiza Leite - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Evaldo Mocarzel e Willem Dias - Cinema de Guerrilha – São Paulo

 MELHOR ATOR:
Tiago Luz - Gol a Gol – Paraná
Pedro Albigo - Gol a Gol – Paraná
Luis Miranda - Trampolim do Forte - Bahia
Murilo Rosa - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Luciano Oliveira - Cinema de Guerrilha – São Paulo

MELHOR ATRIZ:
Zezita Matos - Mãe e Filha – Ceará
Juliana Carvalho - Mãe e Filha – Ceará
Giuly Biancato - Gol a Gol – Paraná
 Marcélia Cartaxo - Trampolim do Forte - Bahia
Ana Paula Arosio - Como Esquecer – Rio de Janeiro

 MELHOR FOTOGRAFIA:
Petrus Cariry - Mãe e Filha – Ceará
Luiz Fernando Abdo Gaio - Gol a Gol – Paraná
Pedro Semanovischi - Trampolim do Forte - Bahia
Heloisa Passos - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Thiago Ribeiro - Cinema de Guerrilha – São Paulo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE:
Lana Patrícia - Mãe e Filha – Ceará
Guilherme Sant’Ana - Gol a Gol – Paraná
Henrique Dantas - Trampolim do Forte - Bahia
Rafael Ronconi - Como Esquecer – Rio de Janeiro

MELHOR MONTAGEM:
Henrique Faria, Fábio Allon e Adriano Esturilho - Gol a Gol – Paraná
Baú Carvalho - Trampolim do Forte - Bahia
Pedro Rossi - Como Esquecer – Rio de Janeiro
Willem Dias - Cinema de Guerrilha – São Paulo

MELHOR TRILHA MUSICAL:
Hérlon Robson - Mãe e Filha – Ceará
Adriano Esturilho e Rodrigo Lemos - Gol a Gol – Paraná
Lourimbau, Robertinho Barreto e André T. - Trampolim do Forte - Bahia
Bia Paes Leme e Malu de Martino - Como Esquecer – Rio de Janeiro

MELHOR MAQUIAGEM:
Cristiano Pires - Mãe e Filha – Ceará
Marcelino de Miranda - Gol a Gol – Paraná
Wilson Dargolo - Trampolim do Forte - Bahia
Marina Beltrão - Como Esquecer – Rio de Janeiro

MELHOR FIGURINO:
Lana Patrícia - Mãe e Filha – Ceará
Paulo Vinicius - Gol a Gol – Paraná
Diana Moreira - Trampolim do Forte - Bahia
Rô Nascimento - Como Esquecer – Rio de Janeiro

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Novo espetáculo da Vigor Mortis em Curitiba

SEANCE – AS ALGEMAS DE HOUDINI é o novo espetáculo da Vigor Mortis, companhia curitibana dirigida por Paulo Biscaia Filho. SEANCE é o meu quinto trabalho como colaborador da companhia, desta vez fui o responsável pelos figurinos e pelo cenário. O espetáculo está em cartaz no teatro Espaço Dois até 23 de Outubro e desta vez traz como inspiração os filmes de terror da Hammer, produtora britânica que fez história nas décadas de 60 e 70.
O programa do espetáculo esclarece ao espectador o que vem a ser Seance, “termo que vem do francês para descrever encontros mediúnicos de comunicação com os mortos. A palavra também significa sessão, como em sessão de cinema ou um horário de apresentação de uma peça de teatro. Nas duas aplicações de significado, vamos a SEANCE em busca de um espaço de fuga. Fuga do concreto. Fuga da realidade através da criação de novas verdades”. Neste sentido, fica mais do que claro o que encontraremos durante o espetáculo; horror, fenômenos sobrenaturais, muito humor e, claro, sangue. Trata-se de mais uma aventura sanguinolenta e muito divertida da Vigor Mortis, não percam!
VIGOR MORTIS
A Companhia Vigor Mortis foi criada em 1997 por Paulo Biscaia Filho como um espaço para experimentar as possibilidades estéticas motivadas pelo Grand Guignol, o teatro de horror de Paris. Além do teatro, a Vigor Mortis atua como produtora de cinema. Em 2012, nos quinze anos da Companhia, será lançado o segundo Longamentragem NERVO CRANIANO ZERO. No teatro estão programadas as estréias das peças A MEIA NOITE LEVAREI TEU CADÁVER e MARLON BRANDO, WISKEY, ZUMBIS E OUTROS APOCALIPSES.
FICHA TÉCNICA DO ESPETÁCULO:
Texto | Direção | Videos : Paulo Biscaia Filho
Direção de Produção: Marco Novack

Elenco: Andrew Knoll - Cavalier
Guenia Lemos - Margeritte, a Médium
Luiz Carlos Pazello - Padre Lucas/ Irmã
Luiz Bertazzo - Homem de Terno
Rubia Romani -Dra. Estela Zorn
Christiane de Macedo - Mãe
Gustavo Saulle - V

Cenário | Figurinos | Adereços : Paulo Vinicius
Ass. de Figurinos: Day Bernardini
Ass. de Produção: Nika Braun
Cenotécnico : Birapaes
Iluminação: Wagner Corrêa
Operadora de luz: Erica Mitiko
Sonoplastia: Marco Novack/Paulo Biscaia Filho
Operadora de som e videos: Thaisa Pinheiro Carvalho
Orientador de Mágica : Mágico Hugo Moraes
Maquiagem: Marcelino de Miranda
Design Gráfico: José Aguiar
Diagramação material gráfico: Fabiano Vianna
Fotografia: Marco Novack
Uma Realização : Vigor Mortis Video Stage and Words
SERVIÇO:
Quando: De 21 de setembro a 23 de outubro.
De Quarta a Sábado às 21:00
Domingos as 20:00.
Sessões EXTRA : nos dias 9. 16 e 23 de outubro às 17:00.
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Não haverá apresentação da peça nos dias 30/09, 01 e 02/10.
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Quanto: Quartas R$2,00(inteira) e R$1,00(meia);
Quintas R$6,00(inteira) e R$3,00(meia);
Sexta a domingo: R$10,00(inteira) e R$5,00(meia).
www.vigormortis.com.br

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Oficinas de Criação Teatral


Neste semestre, em Setembro, volto a ministras as minhas oficinas de criação teatral em dois formatos, assuntos e lugares diferentes. Sempre que posso procuro manter ativa a função como palestrante e oficineiro como uma das atuações que mais me dão prazer na carreira artística. Estou muito feliz por isso.

A primeira formatação é sobre o figurino cênico e será oferecida aos alunos do curso de formação de atores da Academia de Artes Cênicas Cena Hum. No programa da oficina estão desde os assuntos relacionados à história da roupa até as ferramentas de construção do figurino cênico na cena contemporânea, passando pelo figurino enquanto dramaturgia e pelas diversas linguagens de construção artística: o teatro, a dança, o cinema e a TV. Esta oficina é restrita aos alunos da escola e atua como parte do programa de ensino da Academia.

A segunda formatação ultrapassa os limites do figurino para falar também sobre as poéticas do teatro no século XX e será oferecida aos educadores da rede pública da cidade da Lapa, interior do Paraná. A oficina é parte do Projeto de preservação do Patrimônio Cultural da cidade que este ano é considerada a capital da cultura no nosso país. Tal projeto tem o patrocínio do Ministério da Justiça e da Prefeitura da Lapa. As inscrições também são restritas aos professores do município inscritos no projeto. O objetivo deste projeto é formar multiplicadores de conhecimento onde, durante o semestre, cada aluno deverá formatar um projeto individual em uma das áreas oferecidas no programa que será acompanhado pelo professor responsável.

Quem quiser manter-se informado sobre as oficinas de criação teatral, oferecidas pelo Figurino e Cena e ministradas por mim, pode consultar a agenda no endereço: http://oficinasdecriacaoteatral.blogspot.com/