segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DEZEMBRO


Queridos leitores, assim como eu, o Blog tira férias neste mês de Dezembro.

Neste ano de 2009 foram vários e prazerosos os encontros aqui no Figurino e Cena. Agradeço imensamente os artistas que aqui estiveram e os espetáculos ou Companhias que me motivaram a escrever.

Muito obrigado a você leitor por ter estado aqui uma ou mais vezes, tenho acompanhado o relatório de visitantes e, cada vez mais, fico muito feliz por saber que nunca estou sozinho. A lista de artistas que desejo encontrar aqui é imensa e, no próximo ano, continuarei recebendo visitas ilustres, queridos amigos e divulgando os trabalhos que eu acredito muito.

Enfim, tenham todos um ótimo fim de ano!

Nos encontramos em Janeiro com energias renovadas.

Grande beijo a todos,

Paulo Vinícius.

domingo, 29 de novembro de 2009

MANSON SUPERSTAR


A companhia curitibana Vigor Mortis encerra as atividades em 2009 com mais uma grande produção. Trata-se da estréia de MANSON SUPERSTAR, resultado do edital de ocupação do Teatro Novelas Curitibanas, uma iniciativa da Fundação Cultural de Curitiba. A companhia, liderada por Paulo Biscaia Filho, mostra no palco do Novelas o resultado de como a boa organização e administração de um projeto pode valer o dinheiro público investido na arte. MANSON é um espetáculo musical formado por oito atores no elenco e mais uma equipe de dez pessoas revelando ao público como o teatro pode se apropriar da linguagem documentária de forma rica e brilhante. Tudo é preciso e bem executado. Como causa, só posso identificar o encontro de uma equipe muito competente, dirigida por alguém que sabe muito o que quer.



O ESPETÁCULO E O PROCESSO
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MANSON SUPERSTAR é um espetáculo diferente de tudo o que já foi produzido pela Vigor Mortis. O fato de ser um espetáculo teatral que seria também, ao mesmo tempo, documentário e musical, impulsionou o diretor, desde a concepção do projeto, a se aventurar por um terreno desconhecido até então do seu processo de criação. Paulo Biscaia queria buscar uma nova fórmula para este espetáculo e acordou com toda equipe que andaríamos por lugares desconfortáveis até que um solo seguro fosse encontrado. Biscaia sabia o que queria, mas, no começo de tudo, nem ele sabia ao certo onde e quando pararíamos para respirar tranqüilos.
Depois de muitas reuniões, muitas pesquisas e acesso à um grande material que documentou a história dos crimes de assassinatos liderados por Charles Manson no final da década de 60, o elenco, sempre acompanhado pela equipe de criação, foi para a sala de ensaios diários apenas com um roteiro de cenas e uma sugestão de canção para cada cena que seria desenvolvida. Ao final da segunda semana uma nova estética já tinha sido apontada e guiaria também a concepção final do cenário, do figurino, da luz e da direção musical.
Entre achados e perdidos, várias propostas foram substituídas, abandonadas, invertidas, superadas e reencontradas ao longo do processo. A preocupação com o público, característica fundamental no trabalho da companhia, mais uma vez esteve presente durante todo o percurso desenvolvido.
É um novo espetáculo, com uma nova pegada na concepção, na dramaturgia, na direção e no acabamento estético, porém a qualidade e a criatividade, características básicas da Vigor Mortis, continuam impressas na encenação de MANSON SUPERSTAR por Paulo Biscaia.
Para mim, foi novamente um grande prazer estar na companhia, participar de todo o processo, assinar o cenário e os figurinos, conviver com uma equipe e um elenco sempre tão competente, queridos, disponíveis e generosos. Obrigado a todos. Obrigado a fada madrinha Tânia Araujo. Obrigado ao querido mestre Paulo Biscaia.
MANSON SUPERSTAR é um espetáculo lindo e forte. Tenso e pesado. Mesmo depois de ver vários ensaios e apresentações continuo me arrepiando e me emocionando com as cenas. Falar mais sobre ele seria censurar o público do prazer ao se surprender com as novidades.
Não percam!

MANSON SUPERSTAR fica em cartaz até o dia 20 de Dezembro no teatro Novelas Curitibanas -De quinta a Sexta as 21h e Domingos as 19h – Apropriado para maiores de 18 anos – Ingresso: Uma lata de leite em pó.

FICHA TÉCNICA:
Direção, roteiro e sonoplastia:
Paulo Biscaia Filho / Elenco: Andrew knoll, Leandro Daniel Colombo, Carolina Fauquemont, Wagner Correa, Michelle Pucci, Marco Novack, Rafaela marques e Ana Clara Fischer. / Cenografia e Figurino: Paulo Vinícius / Direção Musical: Gilson Fukushima / Iluminação: Wagner Correa / Produção: Tânia Araujo / Operação de som e adereços: Thiago Di Giovanni / Operação de luz: Erica Mityco e Viviane Mortean / Cenotécnico: Alfredo Gomes / Projeto gráfico e ilustração: José Aguiar


FATOS HISTÓRICOS QUE COSTURAM O ESPETÁCULO



1966
- Charles Manson é transferido para a prisão de Terminal Island. Ele já tinha passado mais da metade de seus 32 anos na cadeia.
- Susan Atkins era uma garota que saiu de casa e foi trabalhar como dançarina topless em uma revista musical satânica conduzida por Anton Lavey, o Papa do satanismo.
- Roman Polanski inicia uma relação com Sharon Tate durante as filmagens de "Dança dos Vampiros". Depois de ter iniciado o romance, Sharon termina com seu namorado, Jay Sebring, um famoso cabeleireiro de Hollywood.
-Leslie Van Houten é eleita Rainha da Escola em Altadena na Califórnia.
- Patrícia Krenwinkel abandona o Colégio Jesuíta no Albama e foge para a Califórnia.
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1967
-Charles Manson é liberado da prisão contra a sua vontade.
-Roman Polanski começa as filmagens de "O bebê de Rosemary" após casar com Sharon Tate.
- Manson chega a São Francisco e, no auge do Verão do Amor, começa a fazer amigos em Haight-Ashbury. Seu carisma começa a reunir dezenas de jovens, entre eles Susan, Leslie, Patrícia e Tax Watson, um ex aluno modelo e ex jogador de futebol americano amador.
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1968
- O bebê de Rosemary é lançado nos cinemas.
- Jay Sebring se aproxima como amigo da família de Polanski, apenas para poder ficar próximo a Sharon.
- Manson estabelece sua "família" no Rancho Spahn, um antigo cenário de filmes de faroeste no Vale da Morte.
- O White Álbum dos Beatles é lançado.
- Manson faz amizade com um integrante dos Beach Boys e através dele faz uma gravação e contatos com produtores musicais.
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1969
- Sharon Tate conta a Polanski sobre sua gravidez. Ele não queria ter filhos, mas com o tempo aceitou.
- Manson não recebe resposta do produtor musical Terry Melcher. Com o constante assédio de Manson, Melcher decide se mudar e aluga sua casa no endereço 10050 Cielo Drive para a família de Polanski.
- Manson ouve o White álbum dos Beatles e acredita que a faixa Helter Skelter é uma profecia apocalíptica sobre a guerra racial e que a "família" será a governante após as batalhas.
- No dia 9 de Agosto de 1969, Roman estava em Londres preparando seu próximo filme. Sharon estava em casa com Jay e outros amigos que lhe faziam companhia. Tex, Susan e Patrícia invadem a casa dos Polanski no meio da noite e matam todos ali. Sharon estava grávida de oito meses e meio. Susan usa o sangue de Sharon para escrever na porta da casa "Pig".
- Dois dias depois, Patrícia, Leslie e Tex invadem a casa do empresário Leno La Bianca e matam ele e a mulher com mais de 100 facadas. Na parede, Patrícia usa o sangue das vítimas para escrever "Helter Skelter".
- Manson declarou assim o início do Helter Skelter.
- Meses depois, a família é presa por roubo de carros e na cadeia Susan confessa a uma colega de cela sobre a morte de Sharon.
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1970
- O julgamento de Manson, Susan, Patrícia, Leslie e Tex se transforma em circo de mídia. Ao final do julgamento, todos são condenados a morte, mas antes de sua execução, a Lei na Califórnia muda e suas sentenças são alteradas para prisão perpétua.
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2009
- Roman Polanski é detido na Suíça por um crime cometido em 1978 nos EUA. Ele havia mantido relações sexuais com uma garota de 13 anos. Antes da decisão do Juiz, Polanski foge para a França onde passa a morar por mais de 30 anos. neste momento, Polanski aguarda decisão sobre a extradição e prisão.
- Em 24 de Setembro, Susan Atkins morre na prisão em consequência de um tumor no cérebro.
- Manson, Krenwinkel, Watson e Houten ainda estão detidos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O DISCURSO DA CENOGRAFIA

(Projeto de Adolph Appia para cenário - foto divulgação)

O discurso da cenografia se impõe hoje, cada vez mais, ao negar a idéia de decoração, ou seja, a cenografia ao ultrapassar a função simplista de ornamentação cênica, têm se apresentado muito mais próxima à idéia de necessidade, prática ou plástica, para a composição da cena teatral.
Esta abordagem não é uma invenção da cena contemporânea, ao contrário, já foi anunciada desde os tempos de Adolph Appia (1862- 1928) e Edward Gorgon Craig (1872-1966) que valorizaram a tridimensionalidade da cena e se afastaram dos painéis bidimensionais criados pelos pintores que, na maioria das encenações, desenvolviam os cenários até então. Appia foi um divisor de águas na história da cenografia. Ele profetizou o palco moderno. Para ele, a organização do espaço fechado do palco é sempre tridimensional. Craig também se opôs ao cenário bidimensional. Ele compartilhava das idéias de Appia e, por ter realizado vários trabalhos, suas idéias foram mais difundidas.
A cenografia é um dos elementos cênicos que compõem o espetáculo. Não é uma arte independente, como tudo no teatro, deve estar de acordo, dialogar, com todos os outros elementos: o ator, a dramaturgia, a direção, a luz, a sonoplastia, o figurino, a maquiagem, etc. A cenografia, junto com o figurino e a iluminação, são os elementos que, principalmente, definem a estética do espetáculo, ou seja, a plasticidade da cena.
O teatro é uma arte, essencialmente, desenvolvida em grupo, portanto, o cenário também deve ser criado e desenvolvido pelo cenógrafo em total parceria com a equipe de criação, formada principalmente pelo diretor, iluminador e o figurinista. É o principal recurso cênico responsável para definir o ONDE do espetáculo, ou seja, é o cenário quem materializa o lugar da ação. Ele deve estar em total acordo com a linguagem do espetáculo, seja ela realista, simbólica, impressionista, surrealista ou contemporânea.

(Projeto de Gorgon Craig para cenário - foto divulgação)

O cenário está muito mais para a escultura e para a arquitetura do que para a pintura. A pintura é, por sua vez, apenas uma das artes utilizadas pelo cenógrafo na tentativa de criar o espaço tridimensional onde se dará o jogo dos atores que também são tridimensionais e estão em constante movimento.
A iluminação é uma das principais aliadas da cenografia. Pode ser inclusive o principal elemento que dará corpo e volume para a plasticidade do espetáculo. Na contemporaneidade existem inúmeras criações onde os efeitos causados pela luz constituem a própria cenografia.
A cenografia, como qualquer outro elemento cênico, é signo, ou seja, é informação visual, capaz de provocar uma leitura ao espectador antes mesmo de qualquer palavra ser pronunciada. Dessa forma, a cenografia deve ser criada levando em consideração que ela deverá “falar” a mesma língua que o texto, o figurino, a direção, etc.
Hoje também trabalhamos com outros conceitos aplicados á cenografia. O de Ambientação cênica é um exemplo. A cenografia é a composição resultante de um conjunto de cores, luz, forma, linhas e volumes, equilibrados e harmônicos em seu todo, e que criam movimentos, lugares e contrastes. Desta forma, o cenógrafo, como qualquer outro programador visual, deve dominar os elementos da linguagem visual para estabelecer a qualidade do seu discurso.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CHICLETE & SOM


Conforme prometido, mais notícias de CHICLETE & SOM que estreia nesta quarta feira, dia 04 de Novembro no Tuc. O espetáculo, dirigido por Nina Rosa Sá teve seu roteiro construído a partir da obra de Caio Fernando Abreu e traz os atores Pablito Kucarz, Rúbia Romani, Uyara Torrente e Eu reverberando o universo da obra do escritor gaucho falecido na década de 90.

Entre encontros e desencontros, CHICLETE & SOM fala da incomunicabilidade humana, do amor não correspondido e das coisas que poderiam ter sido mas que não foram. Fruto do processo colaborativo entre uma equipe afinada para o trabalho, o que estará em cena é o resultado do diálogo entre textos e imagens, movimentos e suspensões presentes na vida real que, segundo Caio, não existiria sem a esfera da ficção, necessária para preencher a vida de poesia.



POR NINA ROSA (Diretora):

"Engraçado. Quando fui incumbida de escrever um texto para o programa da peça, várias coisas se passaram pela minha cabeça. A primeira delas foi escrever um textinho sobre o Caio Fernando Abreu e a relevância de sua obra. E até comecei este texto. Mas achei tudo tão impessoal. O tempo todo Caio utiliza uma pessoalidade lancinante para sua literatura. E me parece impossível escrever qualquer coisa que seja sem ser extremamente pessoal também. Como parece impossível referir-me ao autor chamando-o pelo sobrenome. Não dá para escrever coisas como “Abreu fala o tempo todo sobre amor não realizado.” Não mesmo. É preciso falar no Caio. E Caio fala sim, o tempo todo, sobre amor. Oras realizado, oras não realizado. E todos os desdobramentos que a palavra amor pode ter. Amor romântico, amor materno, amizade, amor às coisas e à vida.
Apesar de escrever muito de modo trágico – especialmente na fase pós-anos 80, quando já sabia que estava com AIDS, e naquela época isso era uma sentença de morte – toda sua tragicidade possui uma certa leveza. Pois, como diz o personagem-narrador de Os Dragões não Conhecem o Paraíso, “que seja doce”. É preciso ser doce, mesmo quando se está sofrendo. É preciso acreditar no amor, mesmo no amor não dado. É preciso continuar todas as manhãs, seja apoiado no I-Ching, na Bíblia ou na vodka. É preciso se reerguer, ainda que doa.
E para nós, que nos propusemos à realização deste espetáculo a que você agora assiste, foi necessária uma boa dose de paciência para controlar a ansiedade. É difícil ler a obra quase completa do Caio e não querer colocar tudo na mistura. Foi extremamente árduo cortar os textos. E acabamos centrando num tema, a incomunicabilidade.
A incomunicabilidade de falar com Deus e não ouvir resposta. De revelar todas as maneiras como uma pessoa nos machuca e ela não ouvir. Revelar o amor maior que se poderia imaginar e ser deixado no vácuo. De ser abandonado e a única justificativa ser um bilhete. De estar em um país distante e não falar a língua. Assim, nós também optamos por às vezes não deixar fácil o entendimento. Alternando imagens e narrativas que nem sempre se complementam. Mas esta foi a maneira mais honesta que encontramos de representar o Caio. Ou de nem representá-lo, mas só apresentá-lo.
Porque às vezes o entendimento se encontra na ausência. Então guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo." (NR)


POR PABLITO KUCARZ (Produtor e ator):
"O teatro de breque nasceu do interesse comum de seus colaboradores em experimentar processos de criação colaborativos e autorais. Deste encontro, que mistura profissionais de diversas áreas além de artistas de diversas companhias da cidade, chegamos à nossa terceira realização, o espetáculo Chiclete&Som. Encaramos este espetáculo como conseqüência natural dos projetos anteriores, por seguir a mesma lógica colaborativa e por apostar na interação entre diversos profissionais. O Beijo, espetáculo de curta duração com texto do americano Mark Harvey Levine, marca o início desta trajetória, iniciada em 2008. O Coletivo de Pequenos Conteúdos é nossa segunda realização em parceria com a Companhia Transitória. Trata-se de uma mostra de cenas de curta duração, contando com 4 companhias da cidade, e que obteve lugar de destaque dentro da programação do Festival de Teatro de Curitiba em 2009. Chegamos enfim ao Chiclete&Som, que é a retomada de um projeto baseado na obra de Caio Fernando Abreu e que teve início em 2005 (porém naquela época sem a estrutura do Teatro de Breque). O projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008 e nos permitiu voltar à sala de ensaio para repensar Caio Fernando Abreu.Por várias vezes tentei elaborar respostas inteligentes quando me perguntavam “porque Caio Fernando Abreu ?”... durante muito tempo não fui honesto, pensado que minha resposta sincera pareceria rasa, sem conteúdo. Porém cada vez mais ela faz sentido pra mim e sim, agora minha única explicação pra essa escolha é por que foi preciso. Gosto do que ele escreve, acho importante compartilhar um pouco de seu universo com o público de teatro. Assim como gosto de fazer teatro e não consigo me sentir uma pessoa melhor sem o fazer.
Deste modo, compartilhamos com você algumas de nossas dúvidas e esperanças (palavras caras ao próprio Caio) e não posso deixar de agradecer a todos os envolvidos neste projeto. Profissionais que dedicaram seu tempo e seu talento; e amigos e parceiros que acreditaram em nosso trabalho. Obrigado à Nina pela paciência e pela calma nos momentos tempestuosos do processo, sempre confiante de que chegaríamos lá (seja lá onde quer se seja). Obrigado Uy por sempre duvidar de nossas idéias idiotas, mas sempre disponível pra chafurdar conosco. Rúbia sempre com muita energia e topando qualquer parada e Paulo, nossa escolha mais acertada, obrigado pela dedicação e pelas sobremesas deliciosas!
A vocês que decidiram partilhar um pouco de seu tempo que seja doce!" (PK)
SERVIÇO:
CHICLETE & SOM
De 04 a 27 de Novembro no TUC ( Galeria julio Moreira - Largo da Ordem s/n).
Quartas, quintas e sextas as 20h. R$ 10,00 (inteira) - R$ 5,00 (meia)

FICHA TÉCNICA:

Direção: Nina Rosa Sá - Elenco: Rubia Romani, Uyara Torrente, Pablito Kucarz e Paulo Vinícius - Iluminação: Nadia Náira - Figurino: Maureen Miranda - Cenário: Adriana Madeira - Pesquisa Musical: Moa Leal - Composição Musical: Rodrigo Lemos - Vídeomaker: Fábio Allon - Preparação corporal: Mariana Gómes - Preparação Vocal: Márcia Kaiser - Assoria de imprensa: Thiago Inácio - Direção de produção: Rodrigo Ferrarini

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A LUZ NA CENA: Os iluminadores do teatro curitibano.


(Cena de NERVO CRANIANO ZERO, espetáculo da companhia curitibana Vigor Mortis, com iluminação de Wagner Correa - foto de Denis Lello)

Como qualquer outro elemento cênico a iluminação é um importante signo dentro do espetáculo. Grande aliada do figurino e, principalmente, da cenografia, a luz é também fundamental na definição da estética ou plasticidade teatral. É texto, discurso visual, que comunica e que transmite informações sobre a própria encenação. Por isso, o iluminador deve trabalhar sempre em parceria com o diretor, o cenógrafo e o figurinista. Ambos se utilizam dos elementos da linguagem visual para comporem o seu trabalho.
A luz no teatro é imagem. Tem forma, corpo, volume, cor e intensidade. Muitas vezes é utilizada como a própria cenografia. Na contemporaneidade um iluminador também pode ser chamado de designer, ele é um programador visual, tanto quanto o cenógrafo e o figurinista.
Desde o advento da luz elétrica, no século XIX, os espetáculos, que anteriormente eram iluminados a lamparinas a gás e que permaneciam com a platéia acessa durante as apresentações, foram favorecidos com ilusionismos e climatizações artificiais por conta dos efeitos criados com a iluminação. O primeiro profissional do teatro a utilizar a luz como um fator que favorecesse a tridimensionalidade da cena em comunhão com o corpo do ator e com a cenografia foi Adolphe Appia (1861 -1928). Appia profetizou o palco moderno. Depois dele veio Gordon Craig (1872 – 1966).
São inúmeras as possibilidades de se trabalhar com a iluminação nas diversas estéticas teatrais da cena contemporânea. Para falar um pouco sobre a iluminação cênica, convidei alguns dos melhores profissionais que vêem atuando no teatro curitibano. São iluminadores cujo trabalho eu admiro muito. Entre a nova geração e os veteranos, convidei amigos queridos para contar um pouco sobre a maneira como trabalham e se relacionam com a luz no teatro. Abaixo vocês poderão ler os depoimentos dos que realmente entendem desta linguagem. São participações mais que especiais aqui no blog Figurino e Cena. Profissionais que, mesmo com tantos compromissos, puderam contribuir com a deliciosa função de pensar o teatro que é feito hoje em Curitiba e também contar um pouco sobre a trajetória de cada um. À todos os que estão aqui, também à Beto Bruel e a Luiz Nobre que por motivos específicos não estão presentes agora, muitíssimo obrigado e que estes nossos encontros prazerosos se repitam sempre. Um beijo grande para todos vocês.


NADIA LUCIANI
(fotografada por Daio Hofmann)

"Nestes quase 20 anos como iluminadora o que mais aprendi a respeitar são aqueles que fazem do seu trabalho paixão e do seu prazer profissão... Trabalhar com teatro é uma das poucas coisas que se tem certeza fazer por paixão e prazer, pois não se sustenta enquanto atividade se os únicos parâmetros forem econômicos, profissionais ou sociais, apesar de alcançá-los, se assim for... Tudo é meio adverso, incerto e apaixonante. Isso é fazer teatro!
Fazer luz, então, é mais ainda... O que dizer de paixão, de prazer, de satisfação profissional quando o que fazemos é emocionar, transformar e engrandecer as pessoas e coisas com nossa arte... A luz apaixona, encanta, metamorfoseia os espaços e todos que estão nele, público, cena, vida real ou fictícia. A luz é magia e sonho e nós somos responsáveis por ela, até onde podemos, até onde nos permite a tecnologia e a criatividade, em iguais proporções. Iluminar é isso, é atender as demandas do espetáculo sem jamais se esquecer do espectador (aquele que devemos emocionar), do ator (aquele que iluminamos) e do encenador (aquele cujas idéias materializamos). Estes três elementos humanos compõem a matéria prima de nossa criação e através de ferramentas materiais e subjetivas construímos nossa obra cênica, tão efêmera e real quanto possível... ...e necessário.
Eu venho descobrindo que meu trabalho como iluminadora tem, hoje, duas vertentes de igual importância para minha atuação: a produção artística (os projetos, a luz, os espetáculos) e a produção intelectual (as pesquisas, teorias, estudos, cursos, palestras e aulas). Falar sobre luz tem sido tão prazeroso quanto fazer luz, pois as trocas com outros profissionais, com alunos, aprendizes e apaixonados são estimulantes, proveitosas e extremamente ricas... A atuação na ABrIC/OISTATBr e a possibilidade, através dela, de promover e participar de encontros, fomentando o ensino e o aprimoramento nas áreas de iluminação e tecnologia teatral tem se revelado também, assim como foi descobrir a luz na minha vida, um grande prazer e fonte de realização pessoal e profissional. "

O site da Associação Brasileira de iluminação cênica é: http://www.abric.org.br



NADJA NAIRA
(fotografada por Elenize Dezgeniski)

"A luz no teatro pra mim sempre foi mais que um efeito, um desenho bonito pra uma cena ou o sublinhar de um estado emocional de um personagem, de um clima tenso ou cômico na trama da peça. Iluminar é conduzir a visão do espectador, é ajudá-lo a descobrir os detalhes e as sutilezas da peça e da encenação. Muitas vezes não revelar tudo, trabalhar com reflexos e sombras, com ângulos não naturais, podem ajudar a desvendar as camadas de complexidade de um texto teatral. Este sempre foi o meu maior desafio, trabalhar com este recurso de forma a colaborar na construção da dramaturgia do espetáculo. Nosso grande mestre, Beto Bruel, sempre diz duas coisas muito importantes: cada diretor/encenador requerer uma luz diferente, isto é, cada um tem seu estilo, sua forma de arquitetar uma peça, um escolha estética; e também que luz correta, boa e eficiente é aquela que não se percebe, que não quer dizer mais que o texto, que não quer aparecer mais que os atores e a encenação. Foi ouvindo estes exemplos que foi entendendo a função verdadeira de um artista criador, colaborador, que ajuda na elaboração de uma obra de arte.
Hoje, a cena contemporânea caminha ou para os trabalhos de grande impacto visual ou para aqueles onde há o privilégio do texto, das palavras na boca do ator. É preciso entender os diversos objetivos e funções de cada trabalho/criação e buscar sempre contribuir através de um diálogo de olhos bem abertos e atentos. Não é preciso buscar o diferente, o novo, mas o que está vivo e pulsa. A velocidade do nosso mundo nos devora, mas a fragilidade de uma presença viva na cena ainda nos faz querer ver e ouvir o ser humano, seus dilemas ou delírios."


WAGNER CORREA
(fotografado por Marco Novack)

"Minha primeira operação de luz aconteceu no ano de 1998 para o Espetáculo Onde Estivestes a Noite, escrito e dirigido por Edson Bueno e Iluminado por Nadja Naira. Foi logo após ter participado de um curso técnico de iluminação cênica ministrado por Nadia Luciani. Essa experiência foi simplismente apavorante, a peça tinha cerca de duas horas e meia e muitos movimentos de luz, com direito a várias replugagens no rack (dimmers). Usavamos uma mesa de luz manual ditel com 48 canais e mais uma mesa caseira, que chamamos de pianinho, foi importantíssimo começar dessa maneira, aprendi muito com isso. Muitas montagens e operações se seguiram até que em 2004 concebi minha primeira luz, o espetáculo era Gravidade Zero, de Mario Bortoloto dirigido por Emilia Hardy, também no mesmo ano fui chamado novamente por Nadja Naira para operar sua luz na peça Morgue Story realizada pela Cia. Vigor Mortis, dirigida por Paulo Biscaia Filho. Tenho um carinho muito especial por essa diretora e iluminadora, a Nadja. Ela apostou em meu trabalho desde o inicio, me apresentou a Vigor Mortis e graças a ela e ao Biscaia, outro grande amigo, estou com a Vigor desde o Morgue Story até hoje, foram várias criações, viagens, temporadas... No momento, estamos ensaiando o espetáculo Manson Superstar, com estreia marcada para novembro. Pela segunda vez tenho a oportunidade de ao mesmo tempo iluminar e atuar em uma peça, a primeira foi em Jesus vem de Hannover, espetáculo produzido pela Cia. Silenciosa e dirigido por Henrique Saidel.
Embora esse acumulo de funções seja bem desgastante, gosto disso. Normalmente, o iluminador entra no processo de ensaios de uma peça pouco tempo antes da estreia e poder acompanhar o processo desde o inicio é muito interessante.
Hoje além de ser integrante da Cia. Vigor Mortis e colaborador assiduo da Cia. Silenciosa, desenvolvo trabalhos para várias outras cias. de Curitiba, dentre elas a Cia. Ator Comico, Cia Portátil e Pip Pesquisa em Dança.
Iluminar antes de qualquer coisa é uma imensa responsabilidade. Mas, o prazer que se sente ao exercer essa função é tão ou mais imenso. Iluminar é mostrar, esconder, disfarçar, derreter, distanciar, sensibilizar, endurecer, emocionar, colorir, trovejar, distorcer, sombrear, siluetar, contar, iludir, preencher, acender, apagar, movimentar, intensificar...
O prazer que sinto ao acender um refletor e ver a luz produzida por ele cortar o espaço até chegar ao seu destino, com a intensidade, o desenho e a cor que imagino é indescritivel.
Vivo um processo constante de busca pelo novo e isso é ao mesmo tempo penoso e instigante. Além de sempre buscar o dialogo com o diretor e demais criadores de uma obra e do estudo de referências, sinto a necessidade de pesquisar fontes alternativas de luz, novos angulos e temperaturas.
Comecei a trabalhar nessa area num momento em que elaborávamos os mapas a mão e operavamos manualmente a luz, hoje temos a disposição sistemas completamente digitais, podemos gravar a luz de cenas para um espetáculo e, se quisermos, operar apertando um único botão. Não consigo me adaptar a isso, gosto de gravar as cenas em submasters, gosto de sentir que a luz está em minhas mãos, opero em sintonia com os atores e bailarinos, isso faz com que me sinta dentro do espetáculo. A tecnologia é muito importante para a iluminação cênica e aprender a se utilizar dela também é. Mas, confesso que sinto dificuldade em utilizar certos softwares de visualização em 3D, por exemplo. Normalmente, só consigo desenhar meus mapas após a estreia dos trabalhos, a luz está em minha cabeça.
Na medida em que o tempo vai passando e vão se acumulando as experiências na criação, adaptação e resoluções técnicas chega a ser angustiante criar. Creio que por vezes sou detalhista e perfeccionista, isso é bom e ruim. Bom porque prezo pela qualidade e ruim porque nem sempre tenho a disposição estrutura fisica e financeira pra chegar onde quero, então sofro.Mas, de qualquer forma, tal sofrimento vale a pena. Pretendo continuar iluminando por muitos e muitos anos. Tenho orgulho de fazer o que faço e de pertencer a este grupo de profissionais da luz, somos unidos, admiramos o trabalho uns dos outros, ajudamo-nos muito e compartilhamos do mesmo prazer, o de pintar com a luz e direcionar o olhar dos apreciadores / espectadores. "



WALDO LÉON
"Há mais de 20 anos comprei minha primeira máquina fotográfica.
Na década de 90 me especializei em fotojornalismo; trabalhei para vários jornais de Montevideo e para a Unicef.
Neste tipo de fotografia a luz é um fator importante, como a composição, o momento decisivo, mas não é uma iluminação controlada. O documento fotográfico mais puro é aquele que reúne esses fatores em uma tomada única.
No ano de 1992 alguns amigos de teatro me pediram para fazer umas fotos de divulgação; foi o início de uma relação que dura até hoje.
Controlar a luz para a fotografia e para o teatro é uma ideia que vem de longe. Pintores como Rembrandt e Caravaggio regulavam as janelas de seus ateliês para controlar a entrada da luz do sol.
Com o tempo deixei o fotojornalismo e passei a me dedicar ao teatro.
Quando assisto aos ensaios das peças, chego desprovido de ideias, de conceitos e preconceitos Sou um iluminador lento. Preciso escutar várias vezes o texto, a música, ou ver várias vezes uma coreografia, para chegar à mesma pergunta de sempre: o que me agradaria ver neste instante? Esta pergunta leva todos os conceitos técnicos da fotografia; composição, ritmo, destaques, figuras, momentos únicos, fundo, clima, ambiente, época. Fotografias que no geral duram uma cena, uma coreografia, uma frase, uma palavra ou um gesto.
Depois de imaginar essa possível fotografia, busco nos recursos técnicos disponiveis os elementos necessarios. Não me sujeito a nenhuma regra, podendo ser uma vela, a luz da rua em uma janela ou ainda o mais sofisticado dos aparelhos robotizados, o objetivo é o mesmo, estar em sintonia visual com o que acontece na cena.
Complementar, colaborar com o espectador a sentir o que quer transmitir o ator, a bailarina ou o músico.
A luz é a influência mais importante em nossa percepção visual do mundo; vemos muito mais do que podemos tocar ou cheirar.
Iluminar espetáculos é uma tarefa que requer concentração e paciência. Assistir aos ensaios possibilita exercitar a imaginação e discutir possibilidades estéticas.
As novas ferramentas virtuais acabaram por derrocar a tirania dos iluminadores. A iluminação nos espetáculos era até pouco tempo a única coisa que não se podia mostrar antes de executada. Hoje, todos os integrantes do grupo tem a possibilidade de vê-la simulada, enriquecendo e afirmando suas ideias.
Não tenho regras para iluminar; uma iluminação de balé pode ficar fantástica em uma peça de teatro, e uma luz de cinema pode ser impactante em um monólogo. Entre as milhares de opções que se apresentam não pode haver apenas uma única forma de iluminar.
Dificilmente um espectador se lembra de uma frase de uma peça que assistiu, mas é provável que se lembre de uma imagem. Minha tarefa é realizar essa imagem dentro de qualquer espetáculo.
Faço iluminação em todo tipo de cenários, circulares, italianos, também nas ruas, nas tendas de circo, em prédios desativados, em estações de trem, museus, todo tipo de espetáculo, teatro, música, circo, balé, ópera, dança. Em todos me guio pelo instinto da excelência da imagem.
Algumas fotos de meus trabalhos podem ser vistas em: http://waldocesarleon.blogspot.com/ "

sábado, 3 de outubro de 2009

UM NÓ NA GARGANTA


Aponta um novo momento no novo espetáculo do Grupo Obragem, dirigido por Olga Nenevê. Quem acompanha o trabalho do grupo e viu os espetáculos anteriores saberá do que eu estou falando.
É impossível deixar a sala de espetáculos do teatro Novelas Curitibanas sem carregar por muitos minutos uma sensação de que tudo aquilo ainda não terminou. E não termina mesmo. É poesia em movimento, estupefaciente, desconcertante.
A peça é a segunda parte de uma trilogia sobre o luto escrita pela Olga. A primeira foi PASSOS. No INVENTÁRIO DE NADA BENJAMIN, uma mãe e dois filhos se encontram, após o falecimento do Pai para dividir os bens não materiais, tudo o que Nada, o pai, deixou para ser herdado pela família. Os três se encontram para depois partirem. É um drama contemporâneo, onde a narrativa mistura o presente e o passado, por meio do deslocamento das ações no tempo, o que faz os personagens re-avaliarem suas visões de mundo. Uma relação conflituosa que me gerou um nó na garganta e que só se desatou depois dos muitos minutos que carreguei comigo aquela sensação de que tudo não terminava assim tão facilmente.
Falar mais sobre o trabalho é tentar justificar com palavras o que só é compreendido através das sensações. Não pretendo domesticar minha porção mais indomável daquilo que percebo e que, como público, sempre me faz muito bem.
Sempre me faz muito bem ver o resultado do árduo trabalho do Grupo Obragem. Sempre me faz muito bem ver os queridos amigos Eduardo, Fernando e Olga em cena. Sempre me faz muito bem indicar o que gosto para os leitores do meu blog. Sempre.
O espetáculo fica em cartaz até o dia 18 deste mês de Outubro no Novelas Curitibanas. As sessões são de quarta a sábado as 21h e aos domingos as 19h. A entrada é uma lata de leite em pó. Vale a pena!

FICHA TÉCNICA: Elenco: Eduardo Giacomini, Fernando de Proença e Olga Nenevê. Texto e direção: Olga Nenevê. Assistência de direção: Elenize Dezgeniski. Cenário e figurino: Eduardo Giacomini. Iluminação: Waldo Léon. Música original e sonoplastia: Vadeco.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

CIASENHAS faz 10 anos e comemora com a nova temporada do espetáculo BICHO CORRE HOJE

(BICHO - foto de Elenize Dezgeniski)
Ainda dá tempo para quem quiser ver ou rever BICHO CORRE HOJE, espetáculo estreado em 2004, que fará sua última semana de apresentações no Teatro José Maria Santos em Curitiba.
Fiquei ensaiando durante o mês todo e só consegui rever o espetáculo neste último domingo.
O que já era bom está muito melhor.
Durante os anos que se seguiram desde a sua estréia, a companhia, dirigida por Sueli Araujo, mergulhou profundamente na realização de vários espetáculos, o que solidificou a pesquisa de criação cênica e fez amadurecer muito o trabalho do elenco e de toda a equipe.
Em BICHO CORRE HOJE vemos Greice Barros e Patrícia Saravy super donas da cena, inteiras. O espetáculo, além do lindo desenho de luz criado pela iluminadora Fábia Regina, tem pouquíssimos recursos visuais. Tudo acontece grandiosamente apenas pelo jogo das duas atrizes sobre a dramaturgia genial de Sueli Araujo.
Acompanho o trabalho da companhia desde 2004 e estar na platéia, curtindo e admirando o rico e autoral trabalho, sempre foi para mim um prazeroso compromisso com uma das mais importantes companhias da cena contemporânea. O prazer ainda é dobrado ao me encontrar com os amigos queridos da equipe CIASENHAS.
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BICHO CORRE HOJE está na última semana da temporada. De quarta a Sábado ás 20h e Domingo às 19h – Teatro José Maria Santos. Quartas e quintas leve um acompanhante e só pague uma entrada.
Vale a pena.



(DELICADAS EMBALAGENS, espetáculo de 2008 - foto Elenize Dezgeniski)



SOBRE A COMPANHIA

A Ciasenhas de teatro foi fundada em 1999 e, de lá para cá, vem desenvolvendo um contínuo trabalho de investigação cênica. O foco principal do trabalho da companhia é o trabalho do ator-criador no desenvolvimento da dramaturgia.
Nesses dez anos de trabalho foram realizados dez espetáculos: ALENCAR (1999), A FARÇA DE MARY HELP (2000), DEVORATEME (2001), TARTUFO (2002), JOÃO AND MARIA (2003), BICHO CORRE HOJE (2004), VÁCUO (2005), NÃO ME DEIXE MENTIR (2005), ANTÍGONA – REDUZIDA E AMPLIADA (2006) e DELICADAS EMBALAGENS (2008).
Desde 2005 a companhia realiza também, anualmente, a mostra CENAS BREVES em parceria com a Caixa Cultural. O objetivo da mostra é divulgar e fortalecer o trabalhos dos grupos que desenvolvem uma pesquisa continuada.
A dramaturgia e a direção artística da Ciasenhas é de Sueli Araujo e a produtora responsável é a Márcia Moraes. Maiores informações sobre a companhia no site: http://www.ciasenhas.art.br/