domingo, 13 de abril de 2014

2014 no Blog

Queridos leitores, o tempo anda curto para o desenvolvimento dos trabalhos. Dessa maneira, resolvi suspender temporariamente as postagens aqui no Blog. Serão umas férias necessárias. Uma pausa apenas, para que quando eu voltar a postar, as idéias venham de forma inteira e tranquila. Agradeço pela compreensão e espero me encontrar muitas vezes com todos por aqui. Por enquanto, visitem os posts antigos, tem um material bacana aí, que pode valer a pena de ser visto. A gente se encontra enquanto isso nos outros canais, combinado? Lembro que a página da FIGURINO E CENA no Facebook está no endereço:
https://www.facebook.com/pages/Figurino-e-Cena/172752569540348?fref=ts
Te espero por lá.
Um abraço,
Paulo Vinícius.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Recomeçar

(foto de Marco Novack)

              Novamente chegamos ao fim de um ciclo para recomeçar um novo. Época de fazer balanço e olhar para o ano que acaba tentando mapear erros e acertos. Dessa vez o saldo foi novamente positivo. Muito trabalho acompanhado de muito aprendizado, novos parceiros, novos amigos e muitas conquistas.
            Neste ano de 2013 também recebi um novo prêmio, o de melhor direção de arte para o trabalho que desenvolvi no longa metragem NERVO CRANIANO ZERO, no Tabloid Witch Awards, dos EUA.
            Estou muito feliz, principalmente por continuar a desenvolver meus projetos artísticos e trabalhar com o que mais amo: teatro, música e cinema.
            Em 2014 novidades acontecerão, algumas mudanças, novos projetos e parcerias. A Figurino e Cena ganha um novo atelier e escritório de criação. Um novo curso permanente de figurino será implantado, com aulas práticas e teóricas. Enfim, o ano ainda não terminou e já estou envolvido em muitos novos projetos para o ano novo.
            Como de costume, quero agradecer os parceiros e artistas com quem trabalhei neste ano de 2013, sem os quais certamente seria impossível realizar todos os trabalhos desenvolvidos e, principalmente, ter chegado a resultados tão satisfatórios. Muitíssimo obrigado a Fernando de Proença, Ana Johann e todos da Capicua Filmes, Mauricio Baggio, Andrea Tristão, Rosana Stavis, Ditirambo Eventos Culturais, Salete Cercal, Jul Leardini, Rodrigo Ziolkowski, Cia Transitória, Clarissa Oliveira, Thiago Inácio, Patricia Cipriano, Erick Alessandro, Wagner Corrêa, Amábilis de Jesus, Aorélio Domingues, Mariana Zanette,  Processo Multiartes, Adriano Esturilho, Andrea Obrecht, Cleydson Nascimento, Marcel Szymanski, Paulo Marques, Ciliane Vendruscolo, Pablito Kucarz, Fábio Allon, Cena Hum, George Sada, Junior Pereira, Di Vieira, Thaísa Baby, Vigor Mortis, Paulo Biscaia Filho, Marco Novack, Guenia Lemos, Michelle Rodrigues, Andrew Knoll, Carolina Fauquemont, Bira Paes, Perpetua Guedes, CiaSenhas de Teatro, Sueli Araujo, Márcia Moraes, Luiz Bertazzo, Greice Barros, Rafael Di Lari, Ary Giordani, Lucan Vieira, Juliana Lang, Jhonny Leal, Luiz Sadaiti, Marcelo Bergamo, Levi Brandão, Parabolé Educação e Cultura e todos os demais artistas que de forma direta ou indireta eu me relacionei neste ano. Muito obrigado a todos vocês, foi um prazer! E que venham novos trabalhos e desafios.
            Nos vemos em 2014, com a energia revigorada e com muita disposição para os novos processos. Boas Férias!
            Grande abraço,
            Paulo Vinícius.

sábado, 26 de outubro de 2013

ESPAÇO E CENOGRAFIA: AS RELAÇÕES ESPACIAIS ESTIMULADAS PELAS PROPOSIÇÕES DE LYGIA CLARK E HÉLIO OITICICA



1 – INTRODUÇÃO

Este texto surgiu do desejo de se pensar a cenografia como um espaço que está constantemente em relação com o espectador e de como essa reflexão pode ser enriquecida a partir dos conceitos de espaço presentes na obra dos artistas brasileiros Lygia Clark e Hélio Oiticica. 

Várias outras reflexões a partir da obra de Lígia e Hélio já foram realizadas ao longo da história, dessa maneira, este texto não tem a pretensão do ineditismo ou de trazer questões revolucionárias sobre o pensamento do espaço. Este texto propõe apenas um pensamento analítico, sobre como as considerações desses dois artistas, tão importantes na história das artes visuais, podem influenciar o pensamento da cenografia a partir da sua relação com o espectador.

2- ESPAÇO, ESPECTADOR E CENOGRAFIA

Um dos assuntos que mais se destacam na cenografia da contemporaneidade é o espaço. Como cenógrafo, para criar qualquer trabalho, torna-se necessário pensar na relação do espaço com o espectador. Mais do que pensar no espaço propriamente dito, o tema que tratamos aqui está justamente na relação entre ele, o espaço, e o espectador. A discussão sobre o espaço na recepção da arte já é bastante antiga na história das artes visuais e também, de certa forma, no teatro.

Nas artes visuais, Marcel Duchamp provoca ao pensar a obra de arte livre do seu suporte e propõe a relação com o espectador a partir da observação do objeto. A arte não estaria nem no sujeito e nem no objeto, mas na relação entre ambos. Além disso, Duchamp também tira o objeto de seu lugar tradicional e, dessa forma, questiona também o espaço físico do museu enquanto lugar. Outros artistas depois dele se aventuram a pensar sobre o lugar. Entre eles estão os brasileiros Hélio Oiticica e Lygia Clark.

No teatro, há muito tempo que pensamos o espaço cênico a partir da relação com o espectador. A localização de um lugar específico na sala de apresentação, destinado ao espectador, pode configurar o espaço de várias maneiras diferentes. O espectador pode simplesmente assistir ao espetáculo, como um observador, que vê a cena de um ponto de vista distante, como nos teatros a italiana, por exemplo, onde a plateia está totalmente separada da cena, numa relação frontal. Também podemos pensar num espaço cênico que abrigue o espectador, como idealizava o Teatro da Crueldade de Antonin Artaud, por exemplo. Em ambos os casos, podemos trazer para reflexão os conceitos de Lygia e Hélio, pensando como eles poderão ser ampliados ao planejarmos o espaço que abrigará a cena teatral: a cenografia.

3- A RELAÇÃO ESPACIAL EM HÉLIO OITICICA E LYGIA CLARK

Hélio Oiticica e Lygia Clark, expoentes do experimentalismo nas artes plásticas dos anos 60 e 70 no Brasil, construíram suas carreiras na transição da pintura para o espaço tridimensional. Cada um, a sua maneira, instituiu um cruzamento da vida com a arte e incluiu nas suas experiências a presença ativa do espectador. É nesse sentido que apareceram em suas obras a proposição de uma arte arquitetural. 

Hélio Oiticica, entre tantas obras, cria os Penetráveis e propõe com eles uma relação sensível com o espectador. Entrar na sua obra era entrar na própria cor e se relacionar com ela, por exemplo. O espaço nas obras de Hélio está intimamente ligado ao conceito de apropriação. Para ele, se relacionar com o espaço não era apenas uma relação que se dava pela observação, ao contrário, o espaço da obra era para ser penetrado, experimentado pelo espectador, conhecido através da imersão na obra. Esta imersão, além de alterar completamente a relação do sujeito com a obra, abre um leque infinito de possibilidades do que poderá ser a relação sujeito x objeto dali em diante, ampliando consideravelmente a percepção do espaço e de sua abrangência, pois cada experiência será única e a apreensão da obra se completará com as variações de subjetividade. 

Hélio propõe novas possibilidades de andar por entre os espaços, novas estruturas em que o público circula e é envolvido. O espectador, transformado pela experiência em sujeito agente, construirá suas percepções subjetivas num tempo determinado e essa relação aproxima-se muito das construções cênicas e espaciais no teatro da contemporaneidade. Ele diz, “o espaço é importantíssimo em concepções arquitetônicas contemporâneas. A arquitetura tende a diluir-se no espaço ao mesmo tempo que o incorpora como um elemento seu” (OITICICA, 1986: 29).

Lygia Clark também, entre outras muitas coisas, instaura a arte relacional ao se denominar uma propositora ao invés de uma artista. Cria máscaras sensoriais e objetos relacionais. O ato do participante, ativo nessa nova área artística que é a própria experiência, altera as variáveis de tempo e espaço, pois essas noções estarão contidas na própria experiência. .A principal diferença entre o que ela propunha e o que Duchamp propôs, estava justamente na relação com o objeto. O objeto em Lygia Clark era apenas uma forma de se relacionar, para criar a arte e não um meio de se chegar à constatação através da observação, como propôs Duchamp. Muito interessante é pensar em como essas relações se desenvolvem no espaço. 

Ao incorporar o estado vivencial do participante na obra, o espaço, meramente contemplativo e geométrico, torna-se um espaço circundante e ganha dimensão ontológica. “O espaço arquitetural me subverte. Pintar um quadro ou realizar uma escultura é tão diferente de viver em termos de arquitetura” (CLARK, 1980: 23).   
Pensar o espaço nas obras de Lygia é pensar num espaço muito mais interno do que exterior ao corpo do sujeito que apreende a obra. Movimentar sensações internas a partir do contato com a obra é reconfigurar lugares da subjetividade, tão pertencentes à arte e ao teatro contemporâneos. 

4 – CONCLUSÃO: A BUSCA POR UMA POÉTICA DO ESPAÇO

Muitos diretores, encenadores e outros artistas de teatro também já pensaram na relação com o Espaço. Entre eles está o Antonio Araujo do Teatro Vertigem, que através da Trilogia Bíblica dos anos 90, por exemplo, propôs o espetáculo ocupando os espaços que inicialmente não eram destinados à representação, ou seja, não eram edifícios teatrais. A relação da cena com o público, no Brasil, mudou consideravelmente a partir dessas pesquisas e práticas cênicas. Depois dele vieram vários outros artistas e companhias, dispostos a praticar a relação espacial.

Exercer a cenografia e pensar nas relações com plateia dentro de um espaço cênico específico e dentro daquilo que o espetáculo propõe enquanto escritura cênica é admitir tudo o que já foi pensado sobre o espaço até agora. Hélio Oiticica e Lygia Clark foram dois artistas que contribuíram fortemente para o lugar que buscamos hoje na cenografia; um espaço vivo, habitado pela cena e em constante diálogo com o espectador, aquele que constrói junto o momento presente.

O teatro não pode caminhar isolado das artes visuais, pelo contrario, ele deve abastecer-se delas, na medida em que considera as relações da obra de arte com o espectador. Dessa maneira, ignorar as contribuições de artistas, como Lygia Clark e Hélio Oiticica, para o desenvolvimento de uma poética do espaço é retroceder no pensamento artístico, voltar à uma época em que o público se comportava passivamente nas salas de espetáculo, onde apenas via a cena, por detrás de uma quarta parede imaginária.

5- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CLARK, Lygia. Lygia Clark. Textos de Ferreira Gullar, Mário Pedrosa e Lygia Clark. Rio de Janeiro: Funarte, 1980.
FAVARETTO, Celso. A invenção de Helio Oiticica. São Paulo: Edusp, 2000. 
FIGUEIREDO, Luciano. Lygia Clark – Hélio Oiticica, cartas 1964-1974. Rio de Janeiro: UFRJ, 1998. 
OITICICA, Hélio. Aspiro ao grande labirinto. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

FESTIVAL DO TEATRO BRASILEIRO

Entre os dias 11 e 14 de Setembro fizemos 04 apresentações do espetáculo CIRCO NEGRO em São Paulo, dentro da programação do Festival Brasileiro de Teatro – Cena Paranaense. O público presente no teatro da Aliança Francesa foi muito especial. Agradecemos toda a equipe da organização do festival, foi um grande prazer! Entre as reverberações do espetáculo em São Paulo, destacamos aqui a crítica de Maria Fernanda Vomero para a revista Época São Paulo. O texto pode ser lido no link  http://epoca.globo.com/regional/sp/blogs-epoca-sp/jogo-de-cena/noticia/2013/09/realidade-e-ficcao-se-revezam-no-palco-circo-da-cia-senhas.html

POA EM CENA

No início do mês de Setembro, estive com a CiaSenhas de Teatro no Festival Internacional Porto Alegre em Cena, na capital do Rio Grande do Sul. Foram 03 apresentações do espetáculo CIRCO NEGRO.  Este é um dos grandes e mais importantes festivais de teatro no Brasil. Nossa experiência por lá foi extremamente agradável e prazerosa. Uma plateia linda, bem receptiva e totalmente aberta ao que o espetáculo tinha para oferecer. Adoramos! Super obrigado a toda equipe dos organizadores do festival, foi lindo!

sábado, 31 de agosto de 2013

FILO 2013


Este ano foi também a primeira vez que participei do Festival Internacional de Londrina no Paraná, por dois motivos muito especiais. Nos dias 26 e 27 de Agosto fizemos duas apresentações do CIRCO NEGRO da CiaSenhas de Teatro no Teatro Zaqueu de Melo, vim para acompanhar as montagens da cenografia as e apresentações da peça dirigida por Sueli Araujo. O segundo grande motivo foi para realizar duas apresentações de DE VOLTA AO COMEÇO, peça infantil da Figurino e Cena, dirigida por mim. As apresentações aconteceram nos dias 29 e 30 na Divisão das Artes Cênicas da UEL.

Saio de Londrina e deixo o FILO com uma sensação muito favorável ao festival e um desejo de gratidão aos profissionais e técnicos que nos receberam muito bem no período que estivemos na cidade. Retornaremos sempre que pudermos. Vida longa ao FILO e parabéns ao público e artistas de Londrina. A gente se encontra outras vezes. Nos vemos no FILO. Obrigado!

FOTOS DO FESTIVAL

CIRCO NEGRO
Fotos de Fábio Alcover







DE VOLTA AO COMEÇO
Fotos de Fábio Alcover











quarta-feira, 24 de julho de 2013

FIT - 2013

Neste ano de 2013 foi a primeira vez que participei do FIT - Festival Internacional de Teatro. Adorei a experiência, o festival é super bacana e o público é muito legal! Estive em São Sosé do Rio Preto com a equipe da CiaSenhas de Teatro de Curitiba, apresentando CIRCO NEGRO, peça em que eu fiz o cenário. Adoramos! E desejamos voltar! Obrigado aos organizadores do festival e a equipe do SESC de lá, fomos super bem recebidos! As fotos a seguir foram das nossas três apresentações no Ginásio do SESC e são do fotógrafo Jorge Etecheber.